O ARMAGEDOM E OS 144 MIL

O Significado Bíblico do Armagedom

Todos os lugares proféticos, nomes próprios e designações do Apocalipse são empregados simbolicamente: As 7 cidades “da Ásia” (Ap. 1:11), judeus, Israel, Antipas, Balaão, Jezabel, os nomes das 12 tribos de Israel, Egito, Sodoma, a santa cidade (Ap. 11:1), Sião, Eufrates, hebreu, Armagedom, Babilônia, Gogue e Magogue.
Assim vemos que o desígnio geral do Apocalipse é usar lugares e nomes próprios em um sentido simbólico. A primeira vez que a palavra “lugar” é usada (Ap. 2:5), refere-se a Éfeso, uma cidade “na Ásia” – não muito distante de Megido – conseqüentemente, a mesma palavra em Ap. 16:16 também se refere a um “lugar” simbólico. Em “Our Firm Fundation, vol. 2, pp. 291, 292, é afirmado: “O Ar no começo da palavra traduzida ‘Armagedom’ na Versão Autorizada, deveria ser Har, e é assim encontrado em um número de versões inglesas...Har é a palavra hebraica para ‘monte’, e é assim traduzida quase 500 vezes no Velho Testamento. Se considerarmos Har como ‘monte’ e o restante da palavra, magedom, como o ‘Megido’ do Velho Testamento, teremos o significado – ‘monte de Megido’.

Não Há Referencias ao “Monte” Megido

Porém, havia tal monte? Nós encontramos no Velho Testamento referências escritas à: Cidade de Megido (I Reis 9:15); Planície (ou vale) de Megido (Zacarias 12:11, LXX); águas de Megido (Juízes 5:19); habitantes de Megido (Josué 17:11); vale de Megido (II Cron. 35:22)... Mas não havia nenhuma colina ou monte com esse nome. Isso é reconhecido por muitos estudantes da profecia, como mostram as prévias exceções. Sendo este o caso, somos forçados a pensar nesta palavra em sentido simbólico.
Ora, a palavra monte é às vezes empregada em sentido simbólico no Velho Testamento (Isaías 13:4; Jeremias 51:24-25; etc.). Tendo essas passagens como pano de fundo para a interpretação da expressão ‘monte’, podemos afirmar que uma grande concentração de pessoas (talvez a maior até então) acontecerá pouco antes da vinda de Jesus, onde estarão reunidos os ímpios de um lado e os santos do outro. O contexto parece indicar o ataque final contra o povo de Deus, ou seja, a tentativa de executar o decreto de morte, porém do céu vem o socorro a favor dos santos!
Como o “Armagedom” é empregado simbolicamente em um sentido amplo mundial, o Eufrates que é mencionado na mesma descrição também deve ter um sentido simbólico amplo mundial.
O Apocalipse é baseado no princípio de que o amplo mundial é simbolizado pelo local... O Senhor Jesus declara: “...e nos fez reino, sacerdotes” (Ap. 1:6). Assim, a designação de rei-sacerdote de Salém (Melquisedeque), o tipo de Cristo, é aplicada aos crentes (que partilham o privilégio do ministério e do serviço com o Senhor).
A citação em Ap. 1:7: “...e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele”, leva-nos de volta a Zacarias 12:11-14, onde essa lamentação das “famílias” (tribos) foi predita para ocorrer “em Jerusalém, como o pranto de Hadadrimom no vale de Megido.” Quando citando esta passagem de Zacarias ao predizer as cenas mundiais associadas com o Seu segundo advento, Jesus disse: “e todas as tribos da terra se lamentarão” (Mat. 24:30).
A aplicação de João dos mesmos versos em Zacarias é: “e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele”. É para essas mesmas “tribos” mundiais – “cada nação” – que a mensagem de Ap. 14:6 está sendo pregada. Assim, o Apocalipse emprega o princípio de que o amplo-mundial é simbolizado pelo local – e é dessa maneira que ele traz para dentro de seu panorama do Armagedom mundial, os eventos e lugares do Velho Testamento, incluindo o Megido.
(Baseado em “Bible Principles of Interpretation- Establish Truth and Safeguard Against Errors”, págs. 42-44 – por Louis Were).

UMA BATALHA BASEADA EM FATOS
DO VELHO TESTAMENTO

Armagedom: Uma Intervenção Divina na História da Redenção

A batalha do Armagedom, em virtude de seu nome simbólico, parece aludir à guerra do antigo Israel contra Sísera, o comandante militar dos reis cananitas, e à surpreendente vitória próximo às águas de Megido (Juízes 5:19). Quando Sísera atacou a Israel com 900 carruagens de ferro, “as estrelas” do céu tornaram-se aliadas do exército de Israel. Como resultado, uma repentina chuva caiu alagando todas as carruagens hostis.
Assim, o Deus de Israel manifestou o Seu auxílio como um Guerreiro Divino. Ele realmente foi a frente de Israel e “derrotou a Sísera” (juízes 4:14, 15), “e todo o exército de Sísera caiu ao fio da espada; não restou um só homem” (Juízes 4:16; 5:19-21).
O cântico de Débora louva a essa intervenção de Deus próxima a megido como “atos de justiça do SENHOR” (5:11) em favor de Israel. E essa vitória foi de tal importância histórica que precisava ser contada e relembrada (Juízes 5:10:11). O cântico conclui com essa futura perspectiva: “Assim ó Senhor, pereçam todos os teus inimigos!” (verso 31).
A natureza tipológica dos juízos divinos do Velho Testamento é amplamente reconhecida. Louis F. Were observa: “Era costume dos profetas conduzidos pelo Espírito empregar os eventos locais e nacionais em uma ‘dupla’ aplicação ao retratar os eventos mundiais em ligação com o Messias e a Sua igreja” (The Fall of Babylon in Type and Antitype, p. 64).

(Baseado em “The Good News About Armageddon”, págs. 11, 12 e 20).

Dessa maneira, entendemos que a batalha travada contra Sísera em Megido, embora este estivesse levando vantagens militares quando do céu veio o socorro divino, serve de base para compreendermos a natureza do que ocorrerá no grande dia do Armagedom!

Textos Inspirados Sobre o Decreto de Morte

Alguns Justos nas Cidades, Depois de Aprovado o Decreto de Morte

No tempo da angústia fugimos todos das cidades e vilas, mas fomos perseguidos pelos ímpios, os quais entraram nas casas dos santos com espada. (Primeiros Escritos, pág. 34).
Ao deixarem os santos as cidades e vilas, eram perseguidos pelos ímpios, que os procuravam matar. Mas as espadas que se levantavam para matar o povo de Deus, quebravam-se e caíam tão impotentes como uma palha. Anjos de Deus escudavam os santos. (Primeiros Escritos, págs. 284 e 285).

Decreto de Morte Semelhante ao que Foi Promulgado por Assuero

O decreto que finalmente sairá contra o remanescente povo de Deus será muito semelhante ao que Assuero promulgou contra os judeus. Hoje os inimigos da verdadeira igreja vêem no pequeno grupo de guardadores do sábado, um Mardoqueu à porta. A reverência do povo de Deus por Sua lei, é uma constante repreensão aos que têm deixado o temor do Senhor, e estão pisando o Seu sábado. (Profetas e Reis, pág. 605).
Vi então os principais homens da Terra consultando entre si, e Satanás e seus anjos ocupados em redor deles. Vi um escrito, exemplares do qual foram espalhados nas diferentes partes da Terra, dando ordens para que se concedesse ao povo liberdade para, depois de certo tempo, matar os santos, a menos que estes renunciassem sua fé peculiar, abandonassem o sábado e guardassem o primeiro dia da semana. (Primeiros Escritos, pág. 282).

Os 144 Mil

Cantavam um "cântico novo diante do trono - cântico que ninguém podia aprender senão os cento e quarenta e quatro mil. É o hino de Moisés e do Cordeiro - hino de livramento. Ninguém, a não ser os cento e quarenta e quatro mil, pode aprender aquele canto, pois é o de sua experiência - e nunca ninguém teve experiência semelhante. "Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai." Apoc. 14:1-5. "Estes, tendo sido trasladados da Terra, dentre os vivos, são tidos como as primícias para Deus e para o Cordeiro." Apoc. 15:3. "Estes são os que vieram de grande tribulação" (Apoc. 7:14); passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo da angústia de Jacó; permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus. (O Grande Conflito, págs. 648 e 649).
Uma Tríplice Mensagem. _ Em Apocalipse 14:6 e 7 é predita a proclamação da mensagem do primeiro anjo. E continua, a seguir, o profeta: "E outro anjo seguiu dizendo: Caiu, caiu Babilônia. ... E seguiu-os o terceiro anjo." A palavra aqui traduzida "seguiu" significa, em construções semelhantes à do texto, "ir juntamente". Liddell e Scott assim a traduzem: "Seguir alguém", "ir em seguida, ou com alguém". Robinson diz: "Seguir, ir juntamente, acompanhar alguém." É a mesma palavra que se emprega em Marcos 4:24 _ Jesus "foi com ele, e seguia-O uma grande multidão, que O apertava". É também empregada a respeito dos cento e quarenta e quatro mil remidos, onde se diz: "Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai." Apoc. 14:4. Em ambos estes lugares é evidente que a idéia que se tem em vista transmitir é a de ir juntamente, em companhia. Assim, em I Coríntios 10:4, onde lemos acerca dos filhos de Israel que "bebiam da pedra espiritual que os seguia", a palavra "seguia" é traduzida da mesma palavra grega. Disto aprendemos que a idéia em Apocalipse 14:8 e 9 não é simplesmente que o segundo e terceiro anjos seguiram o primeiro sob o ponto de vista do tempo, mas que com ele foram. As três mensagens não são senão uma tríplice mensagem. São três unicamente na ordem em que surgem. Tendo sido proclamadas, prosseguem juntas e são inseparáveis (O Grande Conflito, 436 [explicação adicional]).
Vi que os quatro anjos segurariam os quatro ventos até que a obra de Jesus estivesse terminada no santuário, e então viriam as sete últimas pragas. Essas pragas enfureceram os ímpios contra os justos, pois pensavam que nós havíamos trazido os juízos de Deus sobre eles, e que, se pudessem livrar a Terra de nós, as pragas cessariam. Saiu um decreto para se matar os santos, o que fez com que esses clamassem dia e noite por livramento. Esse foi o tempo da angústia de Jacó. Gên. 32. Então todos os santos clamaram com angústia de espírito, e alcançaram livramento pela voz de Deus. Os cento e quarenta e quatro mil triunfaram. Sua face se iluminou com a glória de Deus (Vida e Ensinos, 100, 101).





Pr. Josimir A. do Nascimento

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