É possível escutar a palavra contemplando as suas obras

Introdução

1. Jesus ensina os seus discípulos a reconhecer aqueles que entraram na dinâmica do Reino dos Céus, os verdadeiros ouvintes da Palavra, pelos seus frutos, isto é, pela mudança que a Palavra realizou nas suas vidas. "Pelos frutos se conhece a árvore" (Mt. 12,33). Não é um convite a julgar as pessoas, mas a identificar os frutos da Palavra de Deus e assim chegar, pelo louvor, ao Deus da Palavra. Esse foi, em toda a história do Povo de Deus, um caminho seguro para reconhecer o Senhor nas maravilhas que realizava em favor do Seu Povo. A história da humanidade passa, assim, a estar semeada pela Palavra de Deus, não apenas porque ela foi pronunciada e poucos a escutaram, mas sobretudo pelas maravilhas que ela realizou e que falam, mesmo àqueles que nunca escutaram a Palavra pronunciada pelos Profetas. E porque as obras de Deus são fruto da Sua Palavra, chegar a louvar o Senhor através dessas obras é outro caminho para escutar a Palavra. As obras são outra linguagem em que se comunica aos homens a Palavra eterna de Deus.

Nesta Catequese, vamos percorrer as várias maravilhas de Deus, que, segundo a Sagrada Escritura, são fruto da Palavra, e aprender a reconhecer nelas o Senhor e a Sua Palavra.

A criação

2. Segundo a Escritura, toda a criação é fruto da Palavra de Deus. Deus disse e fez-se. Foi respondendo a essa Palavra eterna que passaram a existir o céu e a terra, a luz, o sol e a lua, a infinita variedade de seres vivos, o homem, plenitude da criação. Os espíritos simples e abertos podem, ao contemplar a beleza e a harmonia da criação, chegar ao seu Criador e reconhecer em cada criatura a marca da Palavra que a criou. Este perscrutar da criação para adorar o Criador, atravessa toda a história da salvação. Esse perscrutar da criação dá origem aos mais belos textos da Escritura, como são os Salmos que descobrem aí o poder criador da Palavra "que vence o nada e cria o ser". O salmista canta: "Pela Palavra do Senhor foram criados os céus, pelo sopro da Sua boca todo o seu exército (...) porque Ele falou e tudo foi feito, Ele mandou e tudo existe" (Ps. 33,6-9). Tenho perante mim a Mensagem dos Padres Sinodais que refere: "Temos, assim, uma primeira revelação «cósmica», que faz com que a criação se assemelhe a uma imensa página aberta diante de toda a humanidade, que nela pode ler uma mensagem do Criador: «Os céus narram a glória de Deus; a obra das Suas mãos o firmamento a anuncia. O dia ao dia comunica a mensagem e a noite à noite transmite a notícia. Sem linguagem, sem palavras, sem que se ouça a sua voz, toda a terra difunde o seu anúncio e até aos confins do mundo a sua mensagem» (Sl. 19,2-5)" .

Jesus, ao ensinar os discípulos, ensina-os a ler, nesta página aberta que é a criação, a bondade providente de Deus. Convida-nos a contemplar as aves do Céu e os lírios do campo, cuja abundância e beleza são fruto da providência de Deus (cf. Mt. 6,25ss).

São Paulo não desculpa os pagãos de não conhecerem o Deus verdadeiro, pois Ele revela-se-lhes na criação: "O que se pode conhecer de Deus é-lhes manifesto, porque Deus lho manifestou. O que é invisível desde a criação do mundo, manifesta-se à inteligência através das suas obras, o seu poder eterno e a sua divindade" (Rom. 1,19-20). Portanto, a criação é para os pagãos caminho de revelação. E, na mesma Carta junta, num hino à sabedoria de Deus, a Criação e a Redenção: "O abismo da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são insondáveis os Seus decretos e incompreensíveis os seus caminhos! Quem, com efeito, alguma vez conheceu o pensamento do Senhor? Quem alguma vez foi o seu conselheiro? (...) Porque tudo é d'Ele, por Ele e para Ele. A Ele seja dada glória eternamente" (Rom. 11,33-36).

3. Esta página, que tem as dimensões do Universo, da revelação cósmica, fala-nos, antes de mais, da grandeza infinita de Deus. O homem levou milénios a ter consciência da grandeza do seu próprio planeta. A ciência moderna começou a levantar o véu sobre a grandiosidade do Universo em cuja infinitude gira, como ponto perdido, o planeta que habitamos. Esta grandeza da criação é cantada no Livro de Job (cf. Job. 38-41) e leva Job, diante dessa grandeza, a reconhecer a sua pequenez de criatura. A grandiosidade da criação abre-nos para o mistério do Deus infinito, criador e Senhor de toda a criação.

A grandeza da criação está ligada à sua beleza. Diz o Livro da Sabedoria "que a grandeza e a beleza das criaturas fazem contemplar o Seu autor" (Sap. 13,5). A beleza é, certamente, a dimensão mais eloquente da criação e abre-nos para a beleza de Deus, leva-nos mesmo a perceber que Deus é beleza. Diz o mesmo Livro da Sabedoria que o Autor da beleza é que criou as coisas belas (cf. Sap. 13,3).

Conto-vos um facto da minha experiência pessoal que nunca mais esqueci. Um dia em que regressava a Lisboa, o avião preparava-se para aterrar sobrevoando o rio e a cidade. Estava um pôr-do-sol radioso de luz e de cor. O piloto do avião convidou-me para contemplar esse espectáculo no "cockpit" do avião. Homem sensível, mistura de cientista e de artista, de pé, fez um autêntico hino à maravilha da luz que, segundo ele, encerrava o segredo de todos os seres. E rematou dizendo: perante esta beleza é difícil dizer que Deus não existe. A luz que encerra o segredo de todos os seres. Pensei que a luz é, na natureza e na arte, uma expressão principal da beleza; o meu pensamento voou até à liturgia pascal, àquele anúncio da luz, que inunda a nova criação da luz definitiva, Cristo nosso Redentor.

Deus é beleza! É na beleza das criaturas que tocamos que elas são obra do criador, a beleza eterna e a luz sem ocaso. Quem for sensível à beleza, descobrirá a beleza de Deus criador, na luz, na grandeza de paisagens com horizonte infinito, na majestade das montanhas e na infinitude do oceano, num sorriso de criança, na ternura de um gesto, na simplicidade de estender a mão ao seu irmão.

A grandeza e a beleza exprimem-se na harmonia da criação. A harmonia do Universo e essa maravilha que é o homem, e que os cientistas vão conhecendo, extasiados, cada vez mais, face à harmonia de um corpo dinamizado pelo espírito, verdadeira imagem da harmonia de Deus, que pudemos ver e tocar em Jesus Cristo, homem divino (cf. 1Jo. 1,1-3).

A História da Salvação

4. Na Bíblia a narração da criação aparece-nos como a primeira página de uma longa história, "o primeiro acto do drama que, através de manifestações várias da bondade de Deus e da infidelidade dos homens constitui a História da Salvação" . A criação, mensagem universal de revelação para todos os homens, alarga o horizonte da revelação e da história da salvação que abraça toda a história humana. Esta universalidade, já presente na teologia de Israel, torna-se clara na "nova criação" fruto da redenção de Jesus Cristo, Ele que é a plenitude da criação.

A história é o cenário da criatividade da Palavra e por isso esta encerra o segredo do sentido da história e da sua interpretação. A mesma Palavra que criou o mundo origina acontecimentos em favor do Povo de Deus. Ela é uma Palavra continuamente em acção, ela é acontecimento. É através dos acontecimentos que Israel toma consciência do amor salvífico de Deus: a passagem do Mar vermelho, o maná e as codornizes como alimento no deserto, a queda das muralhas de Jericó, as diversas vitórias sobre o inimigo. O presente e o futuro de Israel dependem desta Palavra criadora, os Profetas convidam o povo a ver Deus presente e em acção ao contemplarem as obras que realiza através da Sua Palavra. E quando a história acontece só a partir da palavra humana de homens que se recusam a escutar a Palavra de Deus, o povo entra no caminho da desgraça e da derrota. A palavra dos profetas, se proclama a fidelidade de Deus, sempre presente na promessa de novas intervenções no futuro para quem acredita no poder criador da Palavra, também denuncia a infidelidade. A Palavra torna-se juízo e condenação; a Palavra de Deus é a consciência de Israel, é a luz que indica o caminho da fé, da justiça e da paz, a força que suscita a esperança. A profissão de fé do judeu crente e piedoso é a memória dos feitos que Deus, através da Sua Palavra realizou em favor do Seu Povo. Não é um enunciar de verdades, mas o recordar das acções salvíficas de Deus (cf. Deut. 4,9ss; 32ss; 26,5ss). É esta memória dos feitos salvíficos da Palavra que deve levar os crentes de Israel à circuncisão do coração e a adorar a Deus Seu salvador (cf. Deut. 10,12ss).

Mas a expressão máxima da criatividade salvífica da Palavra acontecerá na plenitude dos tempos, quando a própria Palavra eterna se torna carne e acontecimento decisivo da História da humanidade. O que se passa em Maria, naquele dia em que o Anjo a visitou é a mais sublime acção da Palavra de Deus em favor do Seu Povo, cujo horizonte é agora toda a humanidade. A encarnação do Verbo no seio de Maria é o acontecimento revelador de Deus e do Seu amor. É um acontecimento da história, carregado de sentido e gritante de revelação. Nunca mais se poderá escutar Deus e conhecê-l'O sem ser a partir daquele Menino que foi gerado no seio de Maria pela Palavra eterna de Deus. Maria é Mãe com toda a potencialidade feminina de maternidade, mas ela concebeu por força da Palavra. O Anjo, que é o mensageiro de Deus, disse-lhe: "tu conceberás e darás à luz um Filho" (Lc. 1,31). E Maria aceita, por obediência total à Palavra de Deus: "Eu sou a Serva do Senhor; aconteça em mim o que a Tua Palavra anuncia" (Lc. 1,38). É impossível penetrar neste mistério da concepção virginal de Jesus, se não a situarmos na história de um Povo habituado a acreditar na Palavra de Deus e a vê-la fazer maravilhas. Nesta maternidade, fruto da Palavra, realiza-se o encontro entre a acção da Palavra na criação e na história da salvação. O que se passa em Maria tem a força do acto criador: Deus disse e aconteceu. Deus inaugura a nova criação. Mas a Palavra age em Maria ao ritmo da história da salvação. A Palavra será criadora se for acolhida na obediência da fé. Aquele acontecimento será, para todo o sempre, fonte de sentido para a Igreja, onde a Palavra exercerá o seu poder criador sempre que for acolhida na obediência da fé.

É por isso que, para a Igreja, é possível chegar ao conhecimento de Deus e do Seu amor salvífico, contemplando as obras de salvação que vai realizando em nós, na Igreja, na humanidade. Esta acção da Palavra, no anúncio da Igreja, na acção sacramental, é obra de Jesus Cristo, a Palavra encarnada, e realiza-se pela força do Seu Espírito que Ele comunica à Igreja.

Contemplar as obras da Palavra, numa economia da graça

5. Já referimos como a Igreja primitiva teve a alegria de ver a Igreja crescer, fruto da eficácia da Palavra: a fecundidade da pregação apostólica, o nascer de comunidades, a paixão evangelizadora dessas comunidades, a força da comunhão (koinonia), a esperança escatológica dos "novos céus e nova terra", chave da compreensão definitiva da história. Reconhecer essa acção da Palavra e do Espírito é abrir-se ao conhecimento de Deus em Jesus Cristo, e à compreensão definitiva do desígnio de salvação, mistério escondido desde séculos em Deus, e agora revelado aos crentes, protagonistas dessa nova gesta maravilhosa da Palavra (cf. Rom. 12,25-26; Col. 1,26-27; Efs. 3,3-12).

Este mergulhar em Deus, contemplando a acção da Sua Palavra e do Seu Espírito na Igreja e em cada um de nós, é um caminho perene de louvor e de adoração. Supõe a purificação de um coração crente, para não atribuir ao engenho humano aquilo que é iniciativa maravilhosa da graça. Convida-nos continuamente a uma meditação sobre a Igreja, mas também sobre a vida de cada um de nós. Pode ser mais importante que uma compreensão doutrinal o reconhecermos a acção de Deus em momentos concretos da nossa vida, momentos em que Deus ouviu a nossa oração e realizou o que lhe pedimos, circunstâncias em que Deus mudou o ritmo da nossa vida, nos chamou, nos fortaleceu e conduziu, nos enviou como cooperadores na obra da salvação.

Por outro lado esta perspectiva faz-nos tomar consciência do drama do nosso pecado, ao não acolhermos a Palavra na obediência da fé, não permitindo que ela realize em nós a obra da salvação. Também na Igreja e em nós, a Palavra é juízo, põe a claro a diferença entre fidelidade e infidelidade, é a fonte válida da dimensão ética da vida.


† José, Cardeal-Patriarca - Lisboa

Globo destaca adventistas em reportagem sobre assistência social




Niterói, RJ… [ASN] “O atendimento a crianças” é o tema da série especial que o Jornal Nacional, da Rede Globo de televisão está mostrando essa semana sobre o trabalho social de algumas das muitas igrejas evangélicas do Brasil. “Nesta quinta-feira, vamos conhecer a ação dos adventistas e dos batistas”, assim começou a reportagem que destacou a ação da Igreja Adventista através do Centro Adventista de Desenvolvimento Comunitário, no Magarça, zona oeste carioca. Clique aqui para ler e assistir. Leia, a seguir, um resumo da matéria apresentada.
A Igreja Adventista foi criada nos Estados Unidos no século XIX e tem hoje no Brasil 1,2 milhão de fiéis. Guardam o sábado para atividades religiosas e valorizam as coisas da natureza.
Alimento saudável, sem agrotóxico para as crianças, no segundo almoço do dia. Tem jeito de escola, mas o centro mais parece uma grande gincana, que começa aos 7 anos de idade e vai até os 15, com jogos, brincadeiras e música.
Resultado? “Esse lugar é muito gostoso de ficar”, diz uma das crianças. “Mudou muita coisa em mim. Antigamente eu não sabia contas na escola e depois que fui aprendendo aqui, estou na sétima série e indo em frente”, conta Vinícius, de 14 anos.
A transformação que acontece na vida de uma criança não é pequena. São mudanças no corpo e na alma. Há cinco anos, quando o projeto começou, a principal resposta para a pergunta ‘o que você quer ser quando crescer?’ era ‘bandido’.
Hoje, bom hoje: “Bombeiro”. “Trabalhar na Aeronáutica”. “Pediatra”. “Médico, para salvar as pessoas da dengue”.
O centro começou com uma sala pequena. Hoje, já são 180 vagas para uma comunidade com sede de oportunidade.
“Para muitos deles, se não fosse essa ação social religiosa evangélica, talvez não tivessem acesso a esses programas e serviços”, explica Gislaine.
Agora outras 500 crianças esperam por uma chance de crescer no rumo do bem, pelas mãos de quem vive na prática os ensinamentos de Jesus.
“No mundo de dimensões tão grandes, a gente vê que a gente pode proporcionar uma perspectiva de vida melhor para uma pessoa fazendo tão pouco. Elas têm certeza de que podem ser alguém melhor. Tem uma passagem em Apocalipse que diz o seguinte: não mais ranger de dentes, não mais pranto, nem dor. Aqui é lugar de gente feliz, lugar de sorrir, lugar de esperança”, conclui Glauciete da Cruz Batista, coordenadora do Centro Adventista. [Equipe ASN – Jael Eneas]

O Sábado no Apocalipse


O Contexto de Apocalipse 12 e 14
Qual o papel do sábado na crise final da história deste planeta? 
O texto básico acerca deste assunto, no livro de Apocalipse, é o capítulo 12 verso 17.
Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar“.
Aqui encontramos uma descrição da guerra entre o dragão e o remanescente, uma guerra que é pormenorizada em Apocalipse 13 e 14. Em certo sentido, Apocalipse 12:17 é um resumo antecipado da crise final como um todo. Assim, os capítulos 13 e 14 servem como uma exegese e um desenvolvimento da declaração básica feita em 12:17, ou seja, Apocalipse 13 pormenoriza a guerra do dragão e Apocalipse 14 elabora acerca do caráter e da mensagem do Remanescente.
O dragão faz guerra contra o Remanescente no capítulo 13. Ele busca o auxílio de dois aliados no conflito, um emerge do mar e o outro emerge da terra. Os três protagonistas (o dragão, a besta do mar e a besta da terra) formam uma tríade iníqua que busca contrafazer a obra da verdadeira Trindade. O dragão contrafaz a obra de Deus, o Pai; a besta do mar, a obra de Deus, o Filho; e abesta da terra, a obra do Espírito Santo. Essa tríplice e iníqua aliança ataca o Remanescente na batalha final. Qual é a questão básica em tal ataque? Os capítulos 13 e 14 não nos deixam qualquer dúvida. Em sete ocasiões diferentes (Ap 13:4, 8, 12, 15; 14:9, 11), o texto desses capítulos fala sobre a adoração ao dragão, sobre a adoração da besta do mar e sobre a adoração da imagem da besta. A questão na crise final da história deste planeta é claramente uma questão relativa à adoração.
Em contraste com esse apelo que é proferido sete vezes para que adoremos a iníqua tríade ou a imagem da besta, há um único apelo, nesses capítulos, para que adoremos a Deus (Ap 14:7). O chamado para adorar “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” torna-se, portanto, a afirmação central de toda essa seção do Apocalipse e, talvez, o apelo central de todo o livro. Tudo o que está escrito nos capítulos 12-14 focaliza esse chamado para a adoração. A adoração é, de forma patente, a questão central envolvida na derradeira crise da história deste planeta.
Um aspecto interessante é que a linguagem dessa afirmação central se baseia nas expressões encontradas no quarto mandamento, em Êxodo 20:11. Ali é declarado que “em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há…” Esses dizeres se encontram refletidos em Apocalipse 14:7 – “Adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” O ponto central e nevrálgico da descrição apocalíptica da crise final é uma alusão direta a Êxodo 20. A atenção ao mandamento do sábado é, portanto, a resposta ideal ao chamado final de Deus para a adoração e, da mesma forma, a resposta ideal aos sete apelos que a besta faz para a adoração da trindade iníqua.
Os Paralelos de Apocalipse 14:7 com o Antigo Testamento
Paralelos verbais. Nesse ponto, leitores argutos podem suscitar uma objeção. Como podemos saber que o autor do Apocalipse conscientemente pretendia que o leitor compreendesse uma alusão ao quarto mandamento exatamente aqui (Ap 14:7) em sua narrativa? O Salmo 146:6 não contém exatamente a mesma linguagem de Êxodo 20? Como podemos saber que João estava citando Êxodo 20 e não o Salmo 146? Ele não poderia estar aludindo ao referido salmo, em cujo caso não haveria referência alguma ao quarto mandamento?
Essa é uma argumentação válida. O Salmo 146:5-6 afirma: “Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja esperança está no Senhor seu Deus que fez os céus e a terra, o mar e tudo quanto neles há, e que guarda a verdade para sempre.” Isso se aproxima muito de “adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:7). Com efeito, na Septuaginta (uma tradução grega do Antigo Testamento disponível no período neotestamentário), as palavras do Salmo 146:6 (Sl 145:6, na Septuaginta) são praticamente as mesmas encontradas em Apocalipse 14:7. Portanto, há fortes paralelos verbais em Apocalipse 14 tanto em relação a Êxodo 20 quanto ao Salmo 146, com uma pequena vantagem talvez para o Salmo 146.
Paralelos temáticos. Contudo, os paralelos verbais são apenas um tipo de evidência em favor de uma alusão consciente ao Antigo Testamento em Apocalipse. Os paralelos temáticos e estruturais são também importantes. Há paralelos temáticos entre Apocalipse 14:7 e Êxodo 20? Sim. Os primeiros quatro dos dez mandamentos (Êxodo 20:3-11) contêm três motivações para a obediência. Primeiramente, há a motivação da salvação. O preâmbulo do decálogo (Êxodo 20:2-3) diz: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim.” Nossa obediência deve ser uma resposta ao que Deus já fez por nós. Em segundo lugar, há a motivação do juízo. O segundo mandamento fala acerca de visitar “a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração” (Êxodo 20:5). Isto é, há conseqüências para a desobediência. Finalmente, em terceiro lugar, há a motivação da criação. “Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou” (Êxodo 20:11). Deus criou o homem e sabe o que é melhor para ele. Portanto, há três motivações para a obediência na primeira parte da lei: salvação, juízo e criação.
As mesmas três motivações ocorrem no contexto de Apocalipse 14:7. Apocalipse 14:6 fala de um anjo que proclama “o evangelho eterno”. Aqui vemos o tema da salvação. Em Apocalipse 14:7 encontramos também o tema do juízo: “Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo.” E, anteriormente, já havíamos visto o tema da criação em Apocalipse 14:7: “adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Sendo assim, Apocalipse 14:6-7 tem as mesmas três motivações que induzem a uma mesma reação as quais encontramos na primeira tábua da lei (isto é, nos quatro mandamentos que normatizam a relação entre a criatura e o Criador): salvação, juízo e criação. E, além disso, esses ocorrem na mesma ordem em que aparecem em Êxodo 20!
Algum desses temas ocorre no Salmo 146? Sim. Ali aparece o tema da salvação: “Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há auxílio… Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja esperança está no Senhor seu Deus” – vs. 3 e 5. Há também ali o tema da criação: “que fez os céus e a terra, o mar e tudo quanto neles há” – v. 6. Há ainda o tema do juízo: “que faz justiça aos oprimidos” – v. 7. Os paralelos temáticos com o Salmo 146 são, portanto, tão fortes quanto aqueles com Êxodo 20, mas não na mesma ordem. Sendo assim, pode-se afirmar que há forte evidência em favor de ambos contextos no Antigo Testamento, mas há uma ligeira vantagem para Êxodo 20, sob a perspectiva de que os temas ocorrem na mesma ordem em Apocalipse 14 e Êxodo 20.
Paralelos estruturais. Isso nos conduz à busca de paralelos estruturais. Examinemos, agora, a evidência estrutural de Apocalipse 12-14. Os dez mandamentos, dos quais Êxodo 20:11 é uma parte, parecem ser uma estrutura principal subjacente a toda essa seção do Apocalipse. O remanescente é caracterizado, entre outras coisas, como sendo aqueles que “guardam os mandamentos de Deus” (Apocalipse 12:17; 14:12). Entretanto, a questão, aqui, não envolve os mandamentos de forma indiscriminada. O ponto nevrálgico se centraliza no aspecto da adoração. E, especificamente, esse aspecto é enfocado na primeira tábua do decálogo (isto é, nos quatro primeiros preceitos): os mandamentos que dizem respeito a nosso relacionamento com Deus. Quando se compreende essa realidade, não é surpreendente que, em Apocalipse 13, as bestas contrafaçam não apenas a Trindade, mas também cada um dos quatro primeiros mandamentos do decálogo. O primeiro mandamento declara: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20:3), mas a besta que emerge do mar pretende tomar o lugar de Deus ao receber adoração (Ap 13:4, 8). O segundo mandamento adverte-nos com respeito à adoração de imagens, no entanto, a besta que emerge da terra erige uma imagem a fim de ser adorada (Ap 13:14-15). O terceiro mandamento diz: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”, mas a besta do mar “abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome” (Ap 13:6). O quarto mandamento diz: “Lembra-te do dia de sábado.”
Os tabletes que continham os antigos pactos eram lacrados com selos estampados sobre eles. Tais selos eram um sinal de propriedade e autoridade. Uma vez que o decálogo segue a forma desses antigos tabletes de concerto, ele também tem um selo de propriedade e autoridade estampado sobre ele – o mandamento do sábado: “Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou” (Êx 20:11). A declaração acima é a única contida nos dez mandamentos em que é declarado o fundamento da autoridade de Deus sobre toda a criação: Ele é o Criador. De igual forma, o conceito do selo é importante também em Apocalipse: os 144 mil são selados em suas frontes (Ap 14:1; cf. 7:3-4; Êx 31:13 e 17). A tríade iníqua oferece também uma contrafação do selo, a marca da besta (Ap 13:16-17). Destarte, todos os quatro mandamentos da primeira tábua do decálogo sofrem ataque por parte da tríade iníqua de Apocalipse 13. A primeira tábua da lei está no centro do conflito entre o dragão e o remanescente.
Essa série de conexões verbais e temáticas entre o conteúdo dessa parte do Apocalipse e passagens relacionadas aos dez mandamentos, indica que um importante paralelo estrutural dá-se em relação ao decálogo, especialmente no que tange à porção que diz respeito à relação entre o adorador e a Divindade. Essa evidência estrutural oferece um apoio incontestável à probabilidade de que o significativo paralelo verbal entre Apocalipse 14:7 e Êxodo 20:11 tenha sido intencional. Não há absolutamente nenhuma relação entre Apocalipse e Sl 146 que se assemelhe a essa.
A evidência cumulativa é tão forte que um intérprete bem pode afirmar que não há nenhuma alusão direta ao Antigo Testamento (em Apocalipse) que seja mais certa do que a alusão ao quarto mandamento em Apocalipse 14:7. Quando o autor de Apocalipse descreve o apelo final de Deus à raça humana no contexto do engodo do tempo do fim, ele o faz em termos de um chamado à adoração do Criador no contexto do quarto mandamento.
A Questão da Relevância
Não obstante, ainda que biblicamente correto, faz qualquer sentido ver o sábado como uma espécie de questão definidora na crise final da história deste planeta? Por que Deus escolheria esse tipo de questão como centro focal da crise escatológica?
No centro da questão está o fato de que o sábado é uma forma ideal de testar se as pessoas são, de fato, leais a Deus. O mandamento sabático é diferente dos outros nove. Todos os demais têm uma fundamentação racional motivada pelo interesse próprio; afinal de contas, os princípios da segunda tábua do decálogo são mesmo a legítima base de governo em muitos países. “Não matarás” é uma lei lógica para qualquer um que não queira morrer. “Não furtarás” faz perfeito sentido para qualquer um que queira proteger suas propriedades adquiridas com muito esforço pessoal. Mandamentos assim são racionais e chegam até a apelar a uma certa parcela de interesse próprio. A mesma coisa acontece com os três primeiros mandamentos, que dizem respeito a nosso relacionamento com Deus. Se Deus é quem Ele alega ser, não faz sentido adorar a nenhum outro.
A única parte do decálogo que não é lógica é o mandamento de adorar no sábado em vez de em qualquer outro dia da semana! Tal mandamento é tão destituído de lógica que as pessoas seculares o acham até difícil de considerar seriamente, pois não vêem nenhum benefício ou interesse próprio em tal princípio. Afinal de contas, ninguém conseguiu até hoje demonstrar qualquer base científica ou racional para se considerar um dia mais especial para Deus do que os demais. O sol brilha e a chuva cai de igual maneira tanto no sábado quanto no domingo.
Guardar o sábado requer que confiemos em Deus mesmo quando os cinco sentidos nos informam que não há nenhuma razão lógica para fazer isso. O sábado representa, escatologicamente, aquilo que a árvore do conhecimento do bem e do mal representava no princípio. O fruto da árvore era, provavelmente, tanto palatável quanto nutritivo. A única razão para não comê-lo era o fato de Deus o ter proibido.
Assim é com o sábado. A única razão de preferir o sábado ao domingo é porque Deus assim o ordenou, não há nenhuma outra explicação. Aceitamos o sábado respaldados unicamente pela Palavra de Deus, pois cremos que as Escrituras são um relato confiável da mente e da vontade de Deus.
O sábado é, portanto, um bom teste de nossa fidelidade a Deus e Sua Palavra. As Escrituras são um registro tão fiel das ações de Deus no passado quanto das realidades futuras no tempo do fim. É porque cremos nas Escrituras que damos crédito àqueles eventos do tempo do fim por elas descritos.
Em conclusão, o Apocalipse pinta o fim do mundo como tempo de um grande engodo mundial, que vai transcender os cinco sentidos, mesmo entre o povo de Deus. Entretanto, aqueles que crerem, aceitarem e seguirem os reclamos da Palavra de Deus, esses não perderão o rumo durante esse tempo de derradeiro engodo.
Por Jon Paulien (ph.D e professor de Novo Testamento na Andews University, EUA).
Traduzido, do manuscrito original em Inglês, por Milton L. Torres (IAENE).
Fonte: Revista Teológica, SALT-IAENE, 1999:1.
http://prgilsonmedeiros.blogspot.com/

Comentário da Lição - Lição 09 - Gilson Nery

Lição 09. Segundo trimestre. 23 a 30 / 05 / 009
Comentários de Gilson Nery
Esc. Sabatina.


O C é u

“O Senhor estabeleceu o Seu Trono nos Céus...;” Sl. 103:19; “O Trono do Senhor está nos Céus...;” Sl. 11:4; “Eu vi o Senhor assentado sobre um alto e Sublime Trono...;” Isa. 6:1; “...”Num alto e santo Lugar Habito...;” Isa. 57:15. Etc.
A Bíblia menciona “os céus” e, O Céu dos céus ( I Reis 8:27; Neem. 9:6, e, este Céu dos céus, a Palavra de Deus o define como “Terceiro Céu,” onde se contra o Paraíso ( II Cor. 12:2-4 ) e, onde se encontra, atualmente, o Santuário das moradas do Altíssimo ( Sl. 46:4 ), e, neste Céu, dos céus, como dizem os textos citados acima, habitam os santos anjos ( Dan. 7:9 e 10 e Apc. 5:1 e o verso 11 ), e, segundo fortes evidências bíblicas, estes santos anjos, são os habitantes que mantém residências fixas neste santo lugar do Universo onde se encontra a habitação Pessoal e Física da Divindade, em toda a Sua Glória e Majestade.
Para o autor deste pequeno tratado, o Deus que governa este vasto e infinito Universo, é um Deus absolutamente Pessoal, um Deus Pessoa, “Físico,” “Concreto” e, dotado de “Corpo,” “Alma” e espírito. ( Creio que sejam Três Pessoas distintas, cada Uma possuindo os mesmo atributos e exercendo ministério específicos na administração do Universo e particularmente e especialmente, no maravilhoso e grandioso plano da redenção do homem e, em certo sentido, de todo o Universo ); assim sendo, creio que a Pessoa divina que nós conhecemos como O “Pai”Celestial, seja uma Pessoa “Física,” dotada de “espírito,” alma e Corpo; que a Divindade que nós conhecemos como O Filho de Deus assim como o Espírito Santo, igualmente, possuam os mesmos atributos mencionados; não creio que a composição e a constituição física Desta Divindade, seja a mesma dos seres criados, mas creio e admito que a Pessoa de Deus seja absolutamente real e tangível; Ele não é uma energia que no cosmo permeia a matéria, e, também, não é um Ser Fluídico Gasoso Polimorfo ou Multiforme; à nossa ótica, a Divindade pode Se apresentar de varias formas, mas, é apenas em nossa visão que se processa a diferença. A Pessoa da Divindade é imutável com uma única exceção, que foi por ocasião da encarnação do Verbo Eterno. Em síntese, creio em Três Pessoas “Físicas” e Perfeitamente “Concretas” e Tangíveis, que estão no comando do Universo; assim sendo, não me é concebível a idéia de uma Pessoa da Divindade assim descrita, habitando literalmente, em um espaço do tipo vácuo do espaço sideral, mas sim, em um espaço físico concreto e absolutamente real. Posso conceber que a Divindade tenha reservado um espaço na vastidão do Universo para o “lugar” da Sua santa habitação; vejo neste “lugar” ou região espacial cósmica, um Corpo Celeste, Um mundo, um Planeta ou ainda, um Astro de dimensões muitíssimas mais além dos mundos e planetas que existem no Universo, composto de matérial físico e absolutamente real e literal. Posso conceber neste Corpo Celeste, estruturas físicas, tais como, “Palácios de marfim,” mencionados no Salmos 45:8, e, Cidades literais e, também A Cidade Eterna onde se encontra o Santuário Celestial que é equivalente ao Palácio do Rei dos reis e Senhor dos senhores dentro do qual, estar o Trono da Divindade. Comparar com Sl. 46:4 e Apc. 22:-5, e, creio que, também, existam outras cidades literais espalhadas por este imenso Astro Celestial; vejo neste planeta o lugar da habitação exclusiva dos anjos, querubins, Serafins e Arcanjos, todos como pessoas físicas reais e concretas que formam o Séqüito do Rei e, que são, também, seres encarregados de levar mensagens para todos os recantos do Universo habitado, assim como trazer mensagens destes planetas habitados para a região Central do Universo, justificando assim a designação “anjo” que etimologicamente segnifica mensageiro.
Quando contemplo as estrelas ( sóis )e os planetas no Cosmo, vejo neles, ou em quase todos eles, mini-céus, ou seja, cópias do Astro Rei Central do Universo, com seus habitantes, suas populações constituídas de seres ( não anjos )e, nestes mini-céus ( Planetas ), vejo pessoas que vivem vidas reais e felicidade completa e eterna.
Posso divisar no Universo, duas classes de populações, aquela que povoa os trilhões de trilhões de planetas distribuídos entre as trilhões de Galáxias, que ao meu ver, giram em torno do Supremo Astro rei, ou seja, o Corpo Celeste Central do Universo onde se encontra a Cidade Eterna e o Palácio Real da Divindade, e, aquela população composta de seres criados, também à imagem de Deus e que tem funções específicas diferentes das demais criaturas, esta classe tem residência fixa neste Santo e Sagrado lugar do Universo e, dali partem em suas missões através do espaço sideral, para os planetas e suas populações; estes seres espaciais alados, desenvolvem incríveis velocidades totalmente inconcebíveis pelo raciocínio humano, conforme já mencionado neste trabalho, a velocidade da luz ( 300.000 quilômetros por segundo )seria risível, se comparada a velocidade desenvolvida por estes seres habitantes do Astro Rei central do Universo.

Evidências astronômicas da forma, contornos e linhas gerais do Corpo Celeste onde se encontra o Palácio Real de Deus, na região do Terceiro Céu.

A Bíblia fala da redondeza da terra ( Isa. 40:22 )e, mesmo independente do auxilio de aparelhos, podemos a olho nu divisar os contornos e as linhas gerais de tosos os planetas, e mesmo dos sóis ( estrelas ) que povoam o Cosmo e, que podem serem vistos e observados. Todas as fotos de poderosos telescópios ou satélites, nos mostram, sem exceção, a imagem arredondada, de formas circulares, dos planetas e mesmo das estrelas; também estamos informados que todos são dotados de movimentos rotativos com condições de rotação em relação a projeção da luz em seus espaços geográficos; são planetas de todas as dimensões, mas, todos com seus contornos circulares. Não tenho informação sobre a existência de planetas de formas retangulares, triangulares ou quadrado ao cubo. Vemos em todos os planetas de todos os sistemas solares do espaço sideral, a sincronização da luz e espaço geográficos relativos a movimentos de rotação destes corpos celestes. Vejo na criação do nosso planeta, uma evidência divina para fazer do nosso mundo um mine céu, “semelhante” ao mundo central do Universo. Quando leio as Palavras da Divindade: “...Façamos o homem a Nossa Imagem, conforme a Nossa “semelhança...,” (Gen. 1:26 ), vejo nestas Palavras, além da criação dos habitantes deste planeta, a criação de um mundo, também, “semelhante,” ao mundo em que a Divindade habita. Não vejo nenhuma razão para que Deus tenha planejado e criado os habitantes deste planeta à Sua Semelhança e ao mesmo tempo, tenha criado um habitat para estes totalmente diferente do Seu mundo. Quando contemplo a nossa Galáxia com os seus trilhões de sóis e planetas, todos de formas circulares, quando me conscientizo da existência de até um trilhão de Galáxias com os seus trilhões de estrelas e mundos correspondentes, todos com formas e contornos circulares; quando considero números tão “astronômicos, existentes no espaço infinito, não posso e não vejo possibilidade lógica e coerente com uma engenharia de Um Criador tão Sábio e tão Coerente em Seus caminhos, que Ele depois de criar todos estes mundos e sóis de formas semelhantes, isto é, de formas circulares e arredondadas, sem exceção, e, ao mesmo tempo, residir em um corpo Celeste completamente em contraste com aqueles que criou para os Seus súditos. Não me é concebível um Deus que tenha criado os habitantes deste planeta A Sua Semelhança, criando todos os incontáveis mundos do Universo com formas arredondadas e circulares, e ao mesmo tempo, morando em um Corpo Celeste de forma triangular, piramidal ou quadrado; seria, segundo esta lógica coerente, um contra-senso astronômico não condizente com um Deus tão achegado e tão interessado em que em tudo sejamos semelhantes a Sua Pessoa, aos Seus sistemas e, ao Seu Mundo.
Partindo deste vasto e “astronômico” contexto, posso conceber que Deus tenha implantado, também, ao criar todas as condições de uma vida normal, feliz e perfeita em cada planeta do espaço sideral, o Seu ciclo semanal de sete dias, não importando, para o caso, as dimensões de cada dia correspondente destes mundos; não é a duração do dia que importa, mas sim, o numeral sétimo do ciclo de sete dias é que deve prevalecer porque esta é a mentalidade divina sobre o caso, e, que este sétimo derivado de cada criação de cada planeta, tenha sido reservado para uma adoração de tempo integral e especial ao Criador; embora seja uma especulação sadia, eu creio até mesmo que o próprio Corpo Celeste onde se encontram a Cidade Eterna, o Palácio Real ( Santuário ), o Trono de Deus neste Santuário, e, as muitas moradas para milhões de milhões e milhares de milhares, de anjos de Deus, possua, também os seus movimentos de rotação e translação, formando assim também, o sétimo dia da Divindade e dos anjos celestiais e, quem sabe, os dias deste Corpo Celeste sejam iguais a mil anos e o seu sétimo seja um sábado de mil anos no qual passaremos ali, como hóspedes de honra neste descanso milenar voltando depois para assistirmos o Grande Artista Criador, trabalhando na recriação do nosso planeta adornando-o para a nossa morada eterna? Compare este raciocínio com II Pd. 3:8.
Uma atitude divina de transcendental, maravilhosa aos extremos e de surpreendente importância, da parte de Deus que ocorrerá depois do grande sábado de mil anos passados no Seu Terceiro Céu, na Sua Cidade Eterna e mais particularmente em Seu Palácio Real:
Deus virá de mudança com todos os Seus móveis, Palácio e até mesmo a Sua Cidade Eterna para este nosso pequenino “grão de areia,” para fixar residência permanente e eterna aqui em nosso mundo e, assim sendo. O próprio Terceiro Céu será transferido para este nosso planeta e aqui será o Centro do Universo e de todas as atenções de todos os habitantes de todo este Universo. Comparar com Apc. 21:3-5;22:1-5;Isa. 65:17 e 66:22-23.
Note mais esta maravilha: Quando Deus criava o nosso mundo, é nos dito que as estrelas ( anjos ) cantavam vendo Deus trabalhando nesta obra de criação,e , que todos os filhos de Deus ( habitantes de outros mundos ), rejubilavam; Jô. 38:4-7; a grande maravilha porvir, é que, do lado de dentro dos muros da Cidade da Nova Jerusalém, quando esta já estiver sido estabelecida aqui em nosso planeta, NÓS, VEJAM BEM, TODOS NÓS SEUS FILHOS, ASSISTEREMOS ESTA NOVA CRIAÇÃO E, TAMBÉM CANTAREMOS E NOS REJUBILAREMOS VENDO O GRANDE ARTISTA CRIANDO OUTRA VEZ ESTE NOSSO PLANETA COM OS SEUS CÉUS ATMOSFÉRICOS. A M É M !
Este é o Céu como existe atualmente na região do terceiro Céu e como ele será depois de recriado após o milênio, ou seja, com a Presença física e real das Pessoas da Divindade habitando com residência fixa e eterna entre nós.
Por que todo este privilégio para com o nosso planeta e para conosco? Lembremo-nos de que foi aqui que a Divindade Se fez Carne, viveu e sofreu agruras e tentações que poderiam ter-Lhe custado a própria vida eterna, morreu derramando o Seu sangue sobre a terra e, ressuscitou para exercer funções Sacerdotais em favor da humanidade. Este é o grande motivo. ( Do livro sobre o Sábado, de autoria de Gilson Nery, em andamento ).

Parte de domingo. Quando chegaremos ao Céu?
Perg. 01 – Na morte passamos a ser como antes de termos nascido restando apenas o principio vital que nos foi concedido por Deus o qual é recolhido por Ele, e, o pó da terra que volta a terra, nada mais que isto.
02 – Sem a ressurreição todos os mortos, sem exceção, estariam todos perdidos e, isto quer dizer que, é preciso viver para irmos com Cristo para a eternidade e não morrer.

Parte de segunda feira. Céu ou inferno?

Se pudéssemos optar por não ter nascido, Deus não nos teria criado.
Perg. 02 – Deus nos informa que todo o Universo é testemunha de que Ele fez a proposta de vida ou morte para a humanidade e solicitou que esta escolhesse os caminhos da vida. Veja em Dt. 30:15-20;

Parte de terça feira. O Reino agora e no futuro.

Note o seguinte: O Trono do reino da Graça é o mesmo Trono do Reino da Glória, mas, aqui em nosso planeta, não podemos contemplar o Trono da Glória e, somente pela fé que existe no Reino da Graça, podemos nos dirigir ao Trono da Glória.
Perg. 04 – Este é o Reino da Graça que se encontra implantado dentro de nós e que nos preparará para o futuro Reino da Glória; agora vivemos em meio as turbulências do reino das trevas, mas com a paz interior do Príncipe da Paz.
05 – Justiça do Senhor Justiça Nossa e alegria no Espírito Santo no reino do Filho do Seu amor. Etc.

Parte de quarta feira. Além dos melhores sonhos.

Perg. 07 – Seremos como anjos no aspecto e contexto do assunto que Cristo estava discorrendo com os Saduceus, isto é, em se tratando de casamento; o ser humano sempre será ser humano para toda a eternidade, como o Próprio Jesus Cristo o será, OU SERÁ QUE SOMENTE JESUS CRISTO SERÁ HUMANO E NINGUÉM MAIS???

Perg. 08 – Nada, absolutamente nada que venha a nos entristecer ou causar infelicidade, existirá na Nova Terra.
Note o seguinte: Não haverá o mar, como ele existe agora depois do dilúvio, mas ele existirá como foi criado no principio e antes da maldição deste dilúvio. Veja, Gen. 1:10, assim como a noite que não existirá neste lugar, ela não existirá como existe agora, mas existirá como existia no principio em que tudo na natureza sorria e cheirava felicidade e amor. Comp.c/ Apc. 7:15 e 21:25.

Parte de quinta feira. Encontrando o Senhor do Céu.

Perg. 09 – Temos a certeza de um Deus que nunca deixou de cumprir Suas promessas, embora nem sempre, nós O tenhamos compreendido. Temos a Sua Palavra e, com base nesta Palavra, nós temos certeza de que O encontraremos face a face em Sua vinda nas nuvens dos Céus e que moraremos eternamente com Ele aqui em nosso mundo renovado. Amém!
Perg. 10 – Que Deus nos dê uma eternidade de tempo para termos mais tempo para amá-Lo, adorá-Lo, louvá-Lo e admirá-Lo. Amém!
Pág. 114, em Esboço do aprendizado, item: Resumo. Um Céu sob medida só para você. Este Céu sob medida só para mim, eu entendo que seja aquele lugar que Cristo foi nos preparar dentro da Cidade Eterna; cada um de nós terá um apartamento de altíssimo “luxo” reservado nesta Cidade para passarmos os Sábados de adoração e as convenções mensais de recreação e lazer, e, estes apartamentos estão sendo preparados no sentido de que tudo será feito de acordo com as nossas preferências e nossos gostos, em se tratando de móveis e decorações que mais gostamos, naturalmente, não de acordo com gostos estragados que existem hoje.

As folhas da árvore são para a “cura” das Nações. Eu diria: Para o bem estar das Nações; a folhuda Arvore da vida deve ser de uma beleza tão exuberante que apenas em contemplá-la, será o suficiente para causar em nós um bem estar imenso e fora do comum; somente vendo para ver, e, vamos ver. Amém!


Que o reino da Graça ( Céu ) esteja dentro de nós hoje, para que possamos no futuro estarmos dentro do Reino da Glória. Amém!

Por Gilson Nery B. Costa. Espírito Santo do Pinhal.
E-mail gilnery@uol.com.br Tel.19-3651-1987.
Estado de S. Paulo.Brasil.

Classe Universitários
www.oestadio.com/escola.shtml

Uso de gravuras e ilustrações é pecado?

Recebi a seguinte dúvida de um leitor do blog:
“O uso de imagens e ilustrações de Jesus em folhetos, cartazes, livros, lições, etc., não seria uma violação ao segundo mandamento? Até que ponto estamos proibidos de usar tais ilustrações?“
Algum tempo atrás eu conheci um Ancião de Igreja, bastante sincero, que também era fortemente contra o uso de folhetos com imagens de Jesus, pois ele dizia que isto era uma “adoração”, o que estava frontalmente contra a determinação do 2º Mandamento.
Mas até que ponto isto é verdadeiro? O uso de folhetos com gravuras e desenhos de Jesus, anjos, etc., pode mesmo ser considerado como uma violação ao mandamento? O que o Espírito de Profecia diz sobre isso?
Vejamos…
O USO DE GRAVURAS E QUADROS NA IGREJA

A Bíblia foi dada para comunicar a salvação e nos ensinar como devemos agir em todas as coisas. Em todas as saus partes encontramos parábolas e experiências para estimular a imaginação do leitor em quadros vivos, como se as pessoas estivessem vendo as coisas que são relatadas nas Escrituras.

Deus, porém, não Se contentou apenas em relatar histórias e parábolas ao transmitir a verdade, mas usou também sonhos e visões que eram verdadeiramente o áudio-visual de Deus para os profetas a fim de que pudessem compreender “vendo”, o que não entenderiam apenas ouvindo e lendo. Daí que, se o próprio Deus necessitou de usar o visual de sonhos e visões para fazer Seus servos entenderem Sua mensagem, quanto mais nós hoje em dia necessitamos usar gravuras para tornar a mensagem mais clara e atrativa, devido a nossa linguagem ser muito limitada e imperfeita!
Por isso que a Igreja Adventista sempre usou, desde o princípio, quadros ilustrativos na proclamação da verdade.

Exemplos bíblicos

Deus deu o Espírito Santo para que dois artistas pela ordem do próprio Deus bordassem anjos de várias cores nas cortinas do santuário que foi ordenado a Moisés fazer. Também o Senhor mandou fazer duas estátuas de anjos de ouro, para representar as hostes angélicas. Esta orientação foi dada por Deus após os dez mandamentos em Êxodo 20 (veja Êxodo 36:1-2,8 e 37:7-9)

Deus não proibia as imagens, mas sim sua ADORAÇÃO. Seria contraditório o Senhor Deus proibir estátuas em Êxodo 20:3,4 e mandar, Ele mesmo, fazê-las em Êxodo 25:18 e Números 21:8,9. Deus proíbe a adoração das imagens, mas não proíbe gravuras e imagens para representar a verdade. Em Números 21:8,9 Deus mandou fazer uma imagem de serpente, para que os que olhassem para ela fossem curados. Por que Deus fez isso? Para que entendêssemos que uma mensagem pode ser dada através de uma figura, mesmo a figura de uma cobra. Aliás, aquela imagem de serpente, diz o evangelho de João, era uma representação do Senhor Jesus Cristo na Cruz (cf. João 3:14). Aquela imagem foi guardada por muitos anos. Mais tarde, porém, quando alguns quiseram adorar aquela serpente o rei Ezequias mandou destruí-la (2Reis 18:4). Por que só foi destruída quando passou a ser adorada? Por que foi guardada por tanto tempo?
Porque aquela serpente de metal lembrava um grande livramento de Deus e representava a Sua salvação, por isso foi guardada e somente destruída quando passaram a adorá-la, queimando-lhe incenso. O mal não estava na imagem em si, mas em adorá-la.

Outro exemplo bíblico é o do Templo construído por Salomão. Ali haviam muitas figuras de plantas, animais e anjos (e até estatuas!), mas o Senhor abençoou o Templo, pois todas aquelas figuras não eram com o objetivo de adoração, mas de ornamento e representação (1Reis 7:20, 22, 25, 26, 29, 36; 2Crôn. 3:7, 10, 14.) Havia no Templo desenhos de romãs, flores de lírios, querubins, palmas, leões e bois. No entanto, mesmo com tantos desenhos, figuras e imagens, a glória de Deus encheu o Templo (1Reis 8:10,11).
As pessoas que combatem ilustrações e figuras na igreja, de certa forma, estão querendo ser mais rigorosas do que o próprio Deus, autor do mandamento. Por que Deus aceitou uma casa tão cheia de imagens e figuras de anjos, flores, plantas e animais? Deus aceitava a idolatria naquele tempo mesmo tendo-a proibido? Não! Deus não muda (Malaquias 3:6), e Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hebreus 13:8).
DEUS não proíbe figuras, como ELE MESMO DEU EXEMPLO; Ele proíbe, isso sim, é adorar as figuras.

A Bíblia nos ensina a usar figuras e imagens para ilustrar e embelezar as coisas de Deus, pois, como diz o apóstolo Paulo, tudo o que foi escrito nas Escrituras o foi para o nosso ensino. Sigamos, pois o ensino da Palavra de Deus, em lugar do ensino de pessoas falhas, que querem proibir o que Deus não proibiu, indo além do que está escrito, pois isso as torna soberbas em relação aos outros irmãos, com o pensamento de que “sou mais santo que vocês” (1Cor. 4:16).

Esses exemplos bíblicos são suficientes para que todos os que quiserem, entendam que o uso de gravuras e desenhos servem como uma representação da mensagem e não como idolatria. Além disso, se Deus usou uma cobra para representar Jesus Cristo pode-se muito bem representá-Lo com uma figura humana. E, assim como não era para adorar a cobra, nós também não adoramos figura qualquer, nem mesmo a de Jesus, pois usamos as figuras com o mesmo objetivo que Deus usou: ornamentar, representar e ilustrar.

Para deixar de forma mais clara o que a Bíblia diz, citaremos alguns trechos do livro Evangelismo, escrito por Ellen G.White, página 203 a 216:

“Dedicastes muito estudo ao assunto de como tornar interessante a verdade e os quadros que fizestes estão em perfeita conformidade com o trabalho que precisa ser feito. Esses quadros são, para as pessoas, lições objetivas. Pusestes vigor de pensamento na obra de produzir estas notáveis ilustrações. E elas exercem efeito notável ao serem apresentadas ao público em reivindicação da verdade. Usa-as o Senhor para impressionar as mentes. Fui instruída clara e nitidamente quanto a deverem usar-se quadros na apresentação da verdade“.

“O uso de quadros é muitíssimo eficaz para explicar as profecias referentes ao passado, presente e futuro“.
“…figuras que possuem poder convincente. Tais métodos serão usados mais e mais neste trabalho de finalização“.

Uma advertência aos inimigos das ilustrações

“… Alguns haviam estado trazendo falsas provas, e transformando em critério único suas próprias idéias e noções, exagerando assunto de pouca importância até torná-los em prova de discipulado cristão, e impondo cargas pesadas aos demais. Assim se introduziu um espírito de crítica, acusação e dissensão, que foi um grande prejuízo para a igreja. E deu-se aos crentes a impressão de que os adventistas observadores do sábado eram uma seita de fanáticos e extremistas, e que sua fé peculiar os tornava rudes, descorteses e de caráter realmente anticristão. Assim o procedimento de uns poucos extremistas impediu que a influência da verdade alcançasse o povo. (…) Uns poucos condenavam as figuras, insistindo em que são proibidas pelo segundo mandamento, e que tudo quanto é dessa espécie deve ser destruído. Esses homens unilaterais nada mais vêem além dessa coisa única que se encasquetou na mente. Faz anos tivemos que enfrentar esse mesmo espírito e essa obra. Surgiram homens que pretendiam haver sido enviados com uma mensagem de condenação das figuras, insistindo em que toda semelhança de qualquer coisa fosse destruída. Chegaram a extremos tais de condenar os relógios que tinham figuras ou imagens… Umas poucas pessoas de XXX foram ao extremo de queimar os quadros de que eram possuidores e destruir até os retratos dos amigos” - Evangelismo, pág. 215 e 216.

Portanto preferimos seguir o conselho do Espírito de Profecia em vez das opiniões humanas.

Fonte:
Autor: Prof. Gilson Medeiros
Adaptado de Material do Pr. Demóstenes Neves (SALT-IAENE)
http://prgilsonmedeiros.blogspot.com/

1° ano do nosso site! Ganhe um e-mail seunome@comunidadeadventista.com



Nosso Site completará 1 ano dia 8 de Julho de 2009. Parece que foi ontem que comecei a fazer o site, pensava que não ia ter tantos visitantes como temos.  Hoje, nos visitam em média de 400 a 700 visitantes por dia, de 43 países. 


Resolvi então fazer uma promoção para ganhar um email seunome@comunidadeadventista.com. A única coisa que você tem que fazer é enviar um comentário para 1ano@comunidadeadventista.com , dizendo o que acha do nosso site. 


Os três (dependendo do número de pessoas, eu dou mais.) melhores comentários (escolhidos por votação) ganharão um e-mail oquequizer@comunidadeadventista.com! Participe Já!

E que Deus continue abençoando esse site, continuem orando por nós. Fique com Deus!

Comentário da Lição - Lição 08 - Gilson Nery

Lição 08. Segundo trimestre. 16 a 23 / 05 / 009
Comentários de Gilson Nery
Esc. Sabatina.

D e s c a n s o

“Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei; tomai sobre vos o Meu jugo, e aprendei de Mim, porque Sou Manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas, porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve.” Mt. 11:28-30.
Em primeiríssimo plano, não é o Sábado ( Descanso ) que nos leva a Cristo, mas sim, Cristo que nos leva ao Sábado; Jesus não disse: Ide ao Sábado, mas, vinde a Mim e encontrareis descanso = Sábado; em Hebreus cap. 4, lemos que existem os que são “guardadores,” ou que sabatizam, ou ainda, são sabatistas, mas que, não entram no descanso ou Sábado do Senhor do Sábado; precisamos nos conscientizar de que é impossível guardar, descansar e santificar o Sábado no espírito e na letra da lei eterna de Deus, sem primeiro ir a Cristo o Senhor do Sábado, Senhor e Criador do Sábado, e Doador do Sábado para a humanidade e não apenas para um descanso meramente físico e secular e, muito menos ainda, para um feriado nacional ou para uma Nação em particular. Quando Cristo disse que o Sábado foi feito para o homem, este homem citado aqui tem um sentido genérico e não apenas pessoal ou nacional, e, estas palavras de Cristo desmentem, também, a alegação infundada de que o Sábado da nossa história não é o mesmo Sábado que foi criado no Gênesis e, ainda: que o Sábado do Gênesis não foi um dia de 24 horas como é o nosso Sábado atual e, por tabelinha, bíblica e genética, que os demais dias da criação, não teriam, igualmente sido compostos de 24 horas como os nossos dias atuais. Ver a conexão Gen. 2:-3 com Exd. 20:8-11. Assim como seria impossível Adão e Eva guardarem, repousarem e santificarem o Sábado antes de serem criados, assim, também, é impossível hoje, alguém guardar, santificar e descansar espiritualmente, no Sábado, antes de ter sido recriado e nascido de novo, pelo mesmo poder criador do Mesmo Senhor que criou Adão e Eva e todo o Universo. Somos salvos para guardar o Sábado e não guardamos o Sábado para sermos salvos, a primeiro perspectiva significa salvação pela Graça mediante o dom da fé, cristianismo, etc., a segunda significa farisaísmo, legalismo, desgraça e falsificação da verdadeira fé, ou ainda, presunção.
Para que possamos guardar e descansar plenamente e genuinamente no Sábado, precisamos primeiro descansar para depois descansar, isto parece um paradoxo, mas é a doce realidade, e, segundo o contexto acima, precisamos descansar em Cristo para a seguir descansar no Sábado e santificá-lo, é preciso primeiro sermos santificados ( Pela justificação sem as obras quando cremos em Cristo ), para a seguir santificar o Sábado e, pela continua santificação do Sábado na presença especial e em tempo integral de Deus neste dia, permaneceremos em Sua santificação nos adaptando ao Céu. Amém!

Verso para memorizar: Fazendo uma conexão com Isa. 58:13 e Mc. 2:28, a conclusão infalível e integralmente bíblica é que: O dia do Senhor mencionado em Apc. 1:10, é o sábado do sétimo dia da semana padrão e original da criação de Deus, e que, portanto, o primeiro dia da semana não pode preencher esta perspectiva e ser denominado dia do Senhor e nem sequer receber o disfarçado e mau intencionado apelido de domingo, constante em algumas traduções Católicas; para sermos genuinamente honestos, a título precaríssimo, somente deveremos aplicar este apelido ( domingo ), ao Sábado, o sétimo dia da semana da criação, veja algumas considerações neste aspecto:
A palavra “domingo” é uma palavra espanhola que, por sua vez é derivada do Latim, Dominica dies que significa Dia do Senhor; isto quer dizer que tanto faz se falar Domingo ou Dominica dies e dia do Senhor, que estaremos falando a mesma coisa, ou seja, DIA DO SENHOR; este raciocínio é válido, também, para a oração dominical mencionada por Lucas em seu Evangelho, que é o mesmo que dizer: Oração do Senhor, esta oração do Senhor, como todos sabem, é o Pai nosso a oração modelo dada por Cristo, e, isso, porque a palavra Dominus quer dizer, no Latim, Senhor; assim temos: Oração Dominical que significa do Senhor, isto significa que a palavra Dominical nada tem ver com o Domingo, primeiro dia da semana, como temos hoje, mas simplesmente com o Senhor. Todas as vezes, portanto, que você encontrar a palavra Domingo, que é uma palavra de origem espanhola, ela simplesmente significa DIA DO SENHOR, que, como vimos é uma palavra derivada do Latim, Dominica dies, que também significa Dia do Senhor; é por isso que em Apc. 1:10, algumas traduções Católicas romanas, trazem a palavra Domingo em vez de dia do Senhor, porque tanto faz se dizer Domingo como dia do Senhor. Note que mesmo várias traduções da igreja Católica romana, não colocam a palavra Dia do Domingo, em Apc. 1:10, mas sim, Dia do Senhor. Ver como exemplos disso, as traduções, Bíblia de Jerusalém; Pastoral; TEB ( Tradução Ecumênica Brasileira ); Frei Mateus e, a tradução dos missionários Capuchinhos.
Note o seguinte raciocínio: Visto como etimologicamente, a palavra DOMINGO do Espanhol derivada do Latim Domica dies, tem o mesmo significado de dia do Senhor, neste caso, e segundo o evangelista Lucas e todos os demais evangelistas bíblicos e o todo de toda a Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse, O VERDADEIRO E ORIGINAL “DOMINGO” QUE É IGUAL A DIA DO SENHOR, TERÁ, SEGUNDO TODO ESTE CONTEXTO ACIMA, QUE SER O SÉTIMO DIA DA SEMANA ORIGINÁRIO DA CRIAÇÃO DO MUNDO E NUNCA O DOMINGO DO PRIMEIRO DIA DA SEMANA, PORQUE SOMENTE O SÉTIMO DIA ORIGINÁRIO DA CRIAÇÃO DO MUNDO, PODE SER CONSIDERADO O VERDADEIRO “DOMINGO” = DIES DOMINICA, DO LATIM QUE SIGNIFICA DIA DO SENHOR. O pesquisador precisa estar alerta para que não se confunda com as subtilezas daqueles tradutores bíblicos que sutilmente colocam esta palavra Domingo em lugar da palavra Dia do Senhor, não explicando que tanto uma como a outra palavra significa a mesma coisa, porque não é conveniente para a sua teologia romana do falso dia do Senhor.

Resumo: Se você quiser chamar o dia do Sábado de Domingo, você estarás falando certo porque esta palavra, como acabamos de ver, significa Dia do Senhor; se você quiser chamar a oração do Senhor, em Lc. 11, de oração Dominical, você está certo porque a palavra dominical significa do Senhor, o que, neste caso, significa oração do Senhor.

Parte de domingo. Dom de Deus para pessoas ocupadas.

Para pessoas ocupadas e para os desocupadas, também, o Dom de Deus é para todas as classes de pessoas em todas as suas situações.
Peg. 01 – Esta resposta está em Mc. 2:27-28, ou seja, descansou, ou seja, cessou as Suas obras relacionadas com aquela empreitada da criação do mundo, para que o homem, também fizesse o mesmo em relação as suas obras seculares, descansando como Deus, das suas obras durante os seis dias da semana, no Seu Sétimo Dia. Veja Isa. 40:28 e Heb. 4:16.
Perg. 02 – Note: “Os Meus Sábados,” isto significa que não devemos substituir estes “Meus Sábados” pelos nossos sábados, como pretende a teologia popular afirmando que “um dia em sete” é suficiente para preencher o exigido pela lei sabatica dos Dez Mandamentos.
Nota da perg. 02 – Em um aspecto físico, “um” sábado em cada sete é suficiente, mas espiritualmente falando, apenas “o” “Sábado” do Sétimo Dia da semana padrão originária da criação do mundo, preenche as especificações da palavra santificar e “servirão de sinal entre Mim e vós, das Palavras de Deus. NUNCA ESQUECER ESTE PEQUENO-GRANDE DETALHE.

Parte de segunda feira. Tempo santo.

Perg. 03 – Foi, é e será sempre a presença de Deus no tempo e espaço ou ambiente, que torna estes elementos santos, sem esta presença nós jamais poderíamos fazer nada, absolutamente nada para santificar nada, Deus santificou todos os sétimos dias do tempo originários da Sua semana padrão a partir do primeiro sétimo dia da Sua criação do mundo, para toda a eternidade, e, nos convida a entrar nesta santificação Sua, para que sejamos santificados por Sua Presença neste Seu sétimo dia sabático em tempo integral e sem a interferência das nossas obras de caráter seculares; é neste sentido que Ele nos convida a santificar o Seu Sábado, ou seja, aceitando o Seu convite para ficar com Ele em tempo integral durante todas as horas deste Seu sétimo dia; nós santificamos apenas no sentido de separar este dia, já santificado por Deus para as obras espirituais relacionadas com Deus e nosso próximo; foram e são os atos de Deus que santificaram e santificam o sétimo dia padrão da semana padrão da criação, e, não os nossos atos, nós é que somos santificados por estes atos divinos e Sua presença neste tempo específico e definido por Ele Mesmo em Sua lei eterna.
Perg. 04 – Os únicos sétimos dias sabáticos que poderão servir de sinal entre Deus e Seu povo são aqueles que estiverem sincronizados com a semana padrão da criação do mundo e Deus faz questão de nos conscientizar disto com as palavras: “Para que saibais;”etc. Precisamos saber, isto é, nos conscientizar desta verdade e realidade da criação, do Criador e do Seu sétimo dia sabático originário da criação do mundo, nenhum outro dia serve e, jamais poderá substituir este dia da seqüência da Sua criação.
Última nota a baixo. Em primeiro plano, é a aproximação diária da presença do Senhor do Sábado que nos santifica para que possamos guardar e santificar este Sábado Deste Senhor.

Parte de terça feira. Experimentando a alegria do Sábado.

Perg. 05 – O Sábado de Exd. 20 e, o aspecto adicional de Deut. 5. Lendo apressadamente este texto ( Dt. 5 ),tem-se a impressão de que Moisés subtraiu partes vitais da lei eterna de Deus escrita por Seu próprio punho, mas, será que foi isso que ocorreu? Em Exd. 20:8, existe a palavra: Lembra-te do dia do Sábado para o santificar; em Dt. 5, lemos: Lembra-te que fostes servo na terra do Egito; note, também, que Moisés “teria” subtraído da lei de Deus, a própria assinatura desta lei omitindo as palavras do verso 11 de Exd. 20; este verso contém a identidade de Deus como o Único e Legítimo Legislador desta lei, neste verso está registrado o próprio “imprimatum” da lei dos 10 mandamentos escritos pelo dedo de Deus, porque, unicamente neste texto é que Deus Se identifica como o Deus Criador do Céu, da terra e tudo o que neles há...;” sem estas palavras de identificação do Verdadeiro Deus, esta lei pode ser atribuída a autoria de deuses falsos porque estaria sem o Imprimatum identificador do Seu Verdadeiro e Legítimo Legislador, e, neste caso, Moisés teria cometido um atentado da maior gravidade da história e, estaria se contradizendo a si mesmo ( Dt. 4:2 )e, contradizendo o Maior Mestre que disse que nenhum jota ou til pode sair da lei de Deus e que é mais fácil passar o Céu e a terra do que acontecer isto. Mt. 5:17-19;Lc.16:17.
Qual é a solução para este problema Exd. 20:8-11 e Dt. 5:12-15? Note, em primeiro lugar, que, em Exd. 20:8-11, Moisés está citando os Dez Mandamentos textualmente como leitura corrente, e, que em Dt. 5:12-15, ele estar os citando também, mas não como uma leitura corrente e ao pé da letra, mas como de passagem em um discurso não de caráter textual e ao pé da letra, mas como fez Jesus Cristo ao citar estes mandamentos ao Jovem rico conforme Mateus registra em seu capítulo 19:17-19. Por ventura Cristo teria excluído cinco mandamentos da lei de Deus por não os ter citado naquela entrevista com aquele jovem? Se assim tivesse sido, hoje teríamos apenas cinco mandamentos dos Dez da lei de Deus, ou sejam, o primeiro mandamento que proíbe a idolatria, o segundo que proíbe o culto às imagens, o terceiro que proíbe a blasfêmia e o desrespeito a Divindade e Seu Nome, o quarto que ordena a santificação do dia do Senhor o Sábado, e, o décimo mandamento que proíbe a cobiça; como Moisés, Cristo estava mencionando os Dez mandamentos e não fazendo uma leitura textual e ao pé da letra desta lei; o mesmo ocorreu com Moisés em Dt. 5.
Ob. Não devemos nos esquecer que todos nós fomos libertados da servidão e escravidão do Egito espiritual do pecado ( Apc. 11:8;Rom. 6:16-23;I Cor. 7:22;Gl.4:7 ) e, da condenação da lei, éramos escravos condenados a trabalhar até a morte eterna.
Nota da perg. 05, últ. parág. O Sábado como “um dia em sete ? Toda a problemática da teologia que defende a flexibilidade da guarda do Descanso ordenado na lei de Deus, pretende está baseada nestas cinco palavras, um dia em cada sete; a verdade, no entanto, não é esta, Deus não disse em Sua lei que seja separado, ou santificado, um dia em sete, não foi isto que Ele escreveu com o Seu próprio punho em Sua lei, Deus especificou claramente “o” sétimo dia,” e, este sétimo dia não pode ser derivado de uma semana de criação do homem, mas da semana criada por Deus em Sua criação do mundo; estas palavras do Senhor Dawk, nem mesmo deveriam constar em nosso arquivos de ensinos em apoio da teologia do Sábado; o assim diz o Senhor não se trata de um dia em cada sete, mas, “O” SETIMO DIA,” que esteja sincronizado com a semana padrão criada por Deus para se constituir o alicerce do Descanso ( Sábado ) da lei eterna.

Parte de quarta feira. Exemplo para o mundo.

Perg. 06 – O Sábado do Senhor, somente pode ser guardado como um deleite no Senhor não fazendo a nossa própria vontade neste dia, depois que tivermos nos deleitado no descanso da salvação em Cristo e nascidos de novo, guardaremos este mandamento, como os demais, não simplesmente impelidos pelo princípio de regras e regulamentos, mas por deleite no Senhor, Veja Rom. 7:22;Sl.112:1;1:2;119:24,27,92,111,176.
Perg. 07 – É preciso não esquecer que não existe um exemplo sequer nos Evangelhos ou Epístolas de autoria dos apóstolos de Cristo, que apresentem Cristo defendendo o trabalho secular do ganha pão, no Sábado do Senhor; Toda a questão de Cristo com os homens do Seu tempo, era sobre o que era lícito ou não fazer no Sábado e nunca a respeito de se deveriam guardar ou não o Sábado. As emergências desprovidas de interesses seculares, estas sim foram toleradas no Sábado; convém observar este pequeno-grande detalhe deste assunto.

Parte de quinta feira. Sinal de descanso.

O Sábado do Sétimo Dia originário da primeira semana padrão criada por Deus na fundação do nosso mundo, este é o sinal do poder de Deus como Criador e, também, como sinal de Deus como Redentor, e, Deus quer que o Seu povo “saiba” disso; como Criador, Este Deus e Seu Sábado está apresentado em Êxodo 20:11, e, como sinal de redenção ( nova criação ), este sinal está especificamente, apresentado em Ezq. 20:12, onde está mencionada a palavra santificar e que é o Senhor que nos santifica, ora, santificar com relação aos atos de Deus significa redimir, expiar e fazer nascer de novo, e, o texto diz que o Sábado nos faz saber ( com as palavras: “para que saibais, etc. )desta verdade, veja, também, o verso 20 deste mesmo capítulo; o Sábado, portanto, é o sinal ou o selo de Deus por duas razões, criação e redenção, a criação do Gênesis e a recriação do Calvário de Cristo, assim é que a morte de Cristo trouxe mais um elemento, que não existia antes, para confirmar e estabelecer o Sábado como o Dia do Senhor para toda a eternidade. Comp.c/ Rom. 3:31;Isa. 66:22-23 e mais Ezq. 20:13.
Perg. 08 – Hebreus 4 apresenta 4 descansos específicos; o descanso do povo de Deus quando entrou em Canaã; o Descanso em Cristo, quando O aceitamos como o nosso Substituto, Penhor e Soberano em nossa vida, o Descanso do Sétimo Dia da lei de Deus e, o descanso quando entrarmos na Nova Terra. O primeiro descanso, o segundo e o terceiro desta série precisam, especialmente o primeiro, estar em nossas prioridades absolutas.
Nota da pág. 100, segundo parág. Note o seguinte: O Sábado foi dado a você, mas, você não é o senhor do Sábado. Isa. 58:13; Ezq. 20:20.
Pág. 104, primeiro parág. a preparação espiritual para o Sábado começa no primeiro dia da semana, é a preparação material que começa na sexta feira.


Que possamos, pela Graça de Cristo, entrar no descanso e no deleite da Sua presença em nossa vida, para que possamos nos deleitar guardando o Seu Santo dia de Sábado, durante todos os dias da nossa vida e durante toda a eternidade. Amém!


Por Gilson Nery B. Costa. Espírito Santo do Pinhal.
E-mail gilnery@uol.com.br Tel.19-3651-1987.
Estado de S. Paulo.Brasil.

Classe Universitários
www.oestadio.com/escola.shtml

Evangelho segundo São João 16, 5-11

Primeira Leitura: Atos dos Apóstolos 16, 22-34
Leitura dos Atos dos Apóstolos

22O povo insurgiu-se contra eles. Os magistrados mandaram arrancar-lhes as vestes para açoitá-los com varas. 23Depois de lhes terem feito muitas chagas, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança. 24Este, conforme a ordem recebida, meteu-os na prisão inferior e prendeu-lhes os pés ao cepo. 25Pela meia-noite, Paulo e Silas rezavam e cantavam um hino a Deus, e os prisioneiros os escutavam. 26Subitamente, sentiu-se um terremoto tão grande que se abalaram até os fundamentos do cárcere. Abriram-se logo todas as portas e soltaram-se as algemas de todos. 27Acordou o carcereiro e, vendo abertas as portas do cárcere, supôs que os presos haviam fugido. Tirou da espada e queria matar-se. 28Mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, pois estamos todos aqui. 29Então o carcereiro pediu luz, entrou e lançou-se trêmulo aos pés de Paulo e Silas. 30Depois os conduziu para fora e perguntou-lhes: Senhores, que devo fazer para me salvar? 31Disseram-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família. 32Anunciaram-lhe a palavra de Deus, a ele e a todos os que estavam em sua casa. 33Então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família. 34Em seguida, ele os fez subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se com toda a sua casa por haver crido em Deus.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

SALMO 137

De Davi. Eu vos louvarei de todo o coração, Senhor, porque ouvistes as minhas palavras. Na presença dos anjos eu vos cantarei. Ante vosso santo templo prostrar-me-ei, e louvarei o vosso nome, pela vossa bondade e fidelidade, porque acima de todas as coisas, exaltastes o vosso nome e a vossa promessa.

R: Ò Senhor, me estendeis o vosso braço e me ajudais.

Ante vosso santo templo prostrar-me-ei, e louvarei o vosso nome, pela vossa bondade e fidelidade, porque acima de todas as coisas, exaltastes o vosso nome e a vossa promessa. Quando vos invoquei, vós me respondestes; fizestes crescer a força de minha alma.

R: Ò Senhor, me estendeis o vosso braço e me ajudais.

Em meio à adversidade vós me conservais a vida, estendeis a mão contra a cólera de meus inimigos; salva-me a vossa mão.

R: Ò Senhor, me estendeis o vosso braço e me ajudais.



Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 16, 5-11
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo São João:

5Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: Para onde vais? 6Mas porque vos falei assim, a tristeza encheu o vosso coração. 7Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei. 8E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo. 9Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim. 10Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis; 11ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado.

- Palavra da salvação.
- Glória a Vós, Senhor.

http://www.arautos.org.br/view/show/4100-evangelho-segundo-sao-joao-16-5-11

A criação nos aproxima de Deus

Na Suma contra os Gentios, São Tomás nos convida a meditar sobre as obras divinas, como forma de esclarecer e fortalecer nossa fé.

A meditação sobre as obras divinas é necessária para o esclarecimento da fé humana a respeito de Deus.

pedras preciosas_2.JPGA Sabedoria divina está como que espelhada nas criaturaspedras preciosas.JPG

Em primeiro lugar, porque pela meditação sobre as obras podemos admirar de algum modo e considerar a sabedoria divina: as coisas realizadas pela arte são representativas da arte, porque são realizadas à sua semelhança. Ora, Deus, pela sua sabedoria deu o ser às coisas, razão pela qual é dito: "Tudo fizestes com sabedoria" (Sl 103, 24). Daí podermos, pela consideração das obras, recolher a sabedoria divina, que está como que espelhada nas criaturas por certa comunicação da sua semelhança. Assim é dito na Sagrada Escritura: "Difundiu-se a sua sabedoria em todas as suas obras" (Eclo 1, 10). Por isso, quando o salmista diz: "Maravilhosa acima de mim se mostra a vossa ciência; sublime é ela, e não a poderei atingir"; e quando acrescenta o auxílio da iluminação divina diz: "A noite converteu-se em claridade", etc., confessa- se auxiliado pelo conhecimento das obras divinas para o conhecimento da sabedoria de Deus, com as palavras: "Maravilhosas são as vossas obras e minha alma bem o sabe" (Sl 138, 6, 11 e 14).

Admirar as obras de Deus produz reverência para com Ele

Em segundo lugar, essa consideração faz-nos admirar a última virtude de Deus e, conseqüentemente, produz nos corações dos homens a reverência para com Deus. Com efeito, convém que a capacidade do artista seja tida como superior às coisas que ele faz. Donde ser dito: "Se ficam admirados (os filósofos) da sua potência e das suas obras (isto é, do céu, das estrelas e dos elementos do mundo) compreendam que quem as fez é mais poderoso que elas" (Sb 13, 4). É dito também pelo apóstolo: "Penetra-se nas realidades invisíveis de Deus por meio

rosa.JPG
A hierárquia admirável das criaturas mani-
festada nos minerais, vegetais e animais,
com as belezas e perfeições prórpias a ca-
da grau, levam facilmente a alma à conside-
ração dos atributos de Deus, como ensina
o Apóstolo São Paulo: "Penetra-se nas rea-
lidades invisíveis de Deus, por meio do co-
nhecimento das coisas feitas (Rm 1, 20)
do conhecimento das coisas feitas, como o seu poder e a sua divindade" (Rm 1, 20). Dessa admiração provém o temor de Deus e a reverência. Donde dizer a Sagrada Escritura: "Grande é em poder o vosso nome; quem não vos teme, ó rei dos povos?" (Jr 10, 6-7).

Deleitar-se com as criaturas inflama de amor pela bondade de Deus

rosa_2.JPGEm terceiro lugar, essa consideração inflama os ânimos humanos de amor para com a bondade divina. Com efeito, tudo aquilo que de bondade e de perfeição está distribuído parcialmente nas diversas criaturas, está em Deus unificado de modo pleno e universal, como na fonte de toda bondade, conforme foi visto (1.I, cc XXVIII e XL). Se, pois, a bondade, a beleza e a suavidade das criaturas já aliciam de tal modo os ânimos humanos, a bondade fontal de Deus, cuidadosamente comparada com os riachos de bondade encontrados nas criaturas, atrairá para si aqueles ânimos totalmente inflamados.

Donde ser dito: "Deleitastes-me, Senhor, pelas vossas obras e exultarei por causa das obras de vossas mãos" (Sl 91, 5). E em outro salmo é dito a respeito dos filhos dos homens: "Embriagar- se-ão na abundância da vossa casa" (isto é, de toda criatura) "e os fareis beber na torrente de vossas delícias, porque está em vós a fonte da vida" (Sl 35, 9-10). No livro da Sabedoria é dito contra alguns: "Pelas coisas boas que vêem" (isto é, pelas criaturas, que são boas por certa participação) "não conseguiram conhecer aquele que é" (isto é, o verdadeiramente bom, antes - a própria bondade, como foi dito 1.I, c XX-XVIII) (Sb 13, 1).

animais.JPGAssemelha os homens com a perfeição divinaesquilo.JPG

Em quarto lugar, essa consideração assemelha de certo modo os homens com a perfeição divina. Foi demonstrado (1. I, cc XLIXss) que Deus, ao se conhecer, contempla em si mesmo todas as coisas. Como a fé cristã esclarece o homem principalmente a respeito de Deus e, pela luz da revelação divina, o faz conhecedor das criaturas, realiza-se no homem uma certa semelhança da sabedoria divina. Sobre isto diz o Apóstolo: "Todos nós, ao contemplarmos com a face descoberta a glória do Senhor, somos transformados na mesma imagem" (2 Cor 3, 18).

Assim, pois, evidencia-se que a consideração das criaturas pertence ao esclarecimento da fé cristã. E por isso diz a Sagrada Escritura: Lembrar-me- ei das obras do Senhor e anunciarei o que vi, que nas palavras do Senhor estão as suas obras (Eclo 42, 15).

(São Tomás de Aquino, Suma contra os Gentios, l. II, c. II) - (Revista Arautos do Evangelho, Nov/2007, n. 71, p. 20-21)

http://www.arautos.org.br/view/show/4175-a-criacao-nos-aproxima-de-deus

A aliança entre o homem e a criação

O uso dos recursos do universo não pode ser separado do respeito pelas exigências morais. O domínio dado pelo Criador ao homem sobre os seres vivos e inanimados exige um respeito religioso pela integridade da criação.

Ao surgir das mãos de Deus, o homem era perfeitamente ordenado, criado à Sua "imagem e semelhança" (Gn 1, 26) e PRAIA_1.jpgvivendo em harmonia com a natureza. Sendo rei da criação, era detentor do domínio sobre todos os seres, e isto se depreende da descrição do Gênesis: "E Deus os abençoou e disse: ‘Crescei e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a, e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu, e sobre todos os animais que se movem sobre a terra'" (Gn 1, 28).

Depois, Deus, num gesto de confirmação da realeza que lhe tinha conferido, apresentou todos os animais a Adão, "para este ver como os havia de chamar; e todo nome que Adão pôs aos animais vivos, esse é o seu verdadeiro nome" (Gn 2, 19). Pois, o dar o nome a algo ou a alguém é sinal de dominação.

Ao concluir a Sua obra, no sexto dia, com a criação do homem "Deus viu todas as coisas que tinha feito, e eram muito boas" (Gn 1, 31). Ou seja, tudo estava perfeito, sendo o homem o ápice, no qual se resumia todo o universo: o mundo mineral, vegetal e animal, o espírito e a matéria.

O pecado destruiu a harmonia interna do homem

Porém, Adão, com sua ambição desmedida de querer ser igual a Deus - "sereis como deuses, conhecendo o bem e o mal" (Gn 3, 5), disse o tentador a Eva - rompeu essa ordem inicial, segundo nos ensina o Catecismo:

"A harmonia na qual estavam, estabelecida graças à justiça original, está destruída; o domínio das faculdades espirituais da alma sobre o corpo é rompido; [...] A harmonia com a criação está rompida: a criação visível tornou-se para o homem estranha e hostil. Por causa do homem, a criação está submetida à servidão da corrupção" (CIC, 400).

É de notar que até a própria criação material sofreu as conseqüências do pecado, de acordo com o ensinamento de São Paulo: "Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo" (Rm 8, 22-23).

O exemplo do dilúvio universal

Uma vez quebrada essa harmonia da criação, pelo pecado, encontra- se a explicação do rumo tomado pela humanidade: revoltando-se contra Deus e rompendo a ordem interna da alma, a conduta do homem afeta também os seres irracionais, criados para servi-lo. Ao longo da história, há momentos em que as conseqüências desse rompimento se tornam mais agudas, por exemplo, no episódio do dilúvio universal.

Servindo-se de uma linguagem antropomórfica, o autor sagrado deixa transparecer como as conseqüências da desordem moral atingem até a própria natureza:

"O Senhor viu que a maldade dos homens era grande na terra, e que todos os pensamentos de seu coração estavam continuamente voltados para o mal. O Senhor arrependeu-se de ter criado o homem na terra, e teve o coração ferido de íntima dor. E disse: ‘Exterminarei da superfície da terra o homem que criei, e com ele os animais, os répteis e as aves dos céus, porque eu me arrependo de os haver criado'" (Gn 6, 5-7).

O autor sagrado faz uma relação misteriosa entre a ordem da natureza e a ordem moral. O rompimento de uma se reflete na outra: "a maldade dos homens era grande, [...] exterminarei da superfície da terra o homem que criei, e com ele os animais, os répteis e as aves dos céus".

Uma vez que o pecado é do homem, por que atingir também os animais?

O texto sagrado nos mostra que as desordens morais da humanidade acabam afetando a boa ordem da própria natureza e ameaçando sua integridade, pois o homem e o universo formam um conjunto harmônico, que reflete na beleza de seu todo, como num mosaico, as infinitas perfeições de Deus. Qualquer falha, em alguma das partes, desfigura e prejudica o conjunto.

O mau uso dos recursos naturais acarreta conseqüências nefastas

ARAUTOS.JPG
Dia da Árvore: jovens arautos participam das
comemorações promovidas pela Secretária
do Meio Ambiente de Mairiporã (SP), plantan-
do mudas no Bosque da Amizade
Oscar Macoto
Na realidade, na grande maioria das situações de desordem moral, não é Deus que atua diretamente, mas são as próprias conseqüências do pecado, praticado pelo homem, no mau uso de seu livre arbítrio, que se voltam contra ele e o atingem, assim como à natureza. Não são as guerras, com seus efeitos devastadores, um exemplo disso? No mesmo sentido, também o uso inconsiderado dos recursos da natureza - o que constitui uma desordem moral - de que tanto se fala hoje, acaba tendo conseqüências nefastas para a humanidade.

O Papa Bento XVI tem chamado a atenção, mais recentemente, para a defesa da natureza, como por exemplo, no Ágora dos jovens italianos, em Loreto:

"Um dos campos em que parece urgente atuar é, sem dúvida, o da salvaguarda da criação. Às novas gerações é confiado o porvir do planeta, em que são evidentes os sinais de um desenvolvimento que nem sempre soube tutelar os delicados equilíbrios da natureza.

Antes que seja demasiado tarde, é preciso tomar decisões corajosas, que saibam criar de novo uma forte aliança entre o homem e a terra.

São necessários um sim decisivo à tutela da criação e um compromisso vigoroso em vista de inverter as tendências que correm o risco de levar a situações de degradação irreversível. Por isso, apreciei a iniciativa da Igreja italiana, de promover a sensibilidade sobre as problemáticas da salvaguarda da criação, proclamando um Dia Nacional que se celebra precisamente no dia 1º de setembro. No corrente ano, presta-se atenção sobretudo à água, um bem extremamente precioso que, se não for compartilhado de maneira eqüitativa e pacífica, infelizmente vai se tornar motivo de tensões duras e conflitos ásperos" (Homilia de 2/9/2007).

Mas a restauração dessa "aliança entre o homem e a terra", de que fala tão oportunamente o Papa, só será possível pelo restabelecimento da aliança com Deus.

Respeito religioso pela integridade da Criação

Com efeito, ensina o Catecismo da Igreja Católica que "o sétimo mandamento [do Decálogo] ordena respeitar a integridade da criação. Os animais, como as plantas e os seres inanimados, estão naturalmente destinados ao bem comum da humanidade passada, presente e futura. O uso dos recursos minerais, vegetais e animais do universo não pode ser separado do respeito pelas exigências morais. O domínio dado pelo Criador ao homem sobre os seres inanimados e os seres vivos não é absoluto; é medido por meio da preocupação pela qualidade de vida do próximo, inclusive das gerações futuras; exige um respeito religioso pela integridade da criação" (CIC, 2415).

As conseqüências da inobservância das leis morais em relação à criação são já sentidas em alguma medida por toda a humanidade, que carrega sobre si todo o peso de séculos de revolução industrial, de progresso tecnológico e de consumismo desenfreado.

O Magistério da Igreja

A Igreja, sempre atenta aos problemas de seu tempo, tem feito ouvir com freqüência a sua voz, alertando para a crise que

LAGO1.jpg
"E Deus viu que isso era bom"

Cada criatura possui sua bondade e sua perfeição
próprias. Para cada uma das obras dos "seis dias"
se diz: "E Deus viu que isto era bom". "Pela própria
condição da criação, todas as coisas são dotadas
de fundamento próprio, verdade, bondade, leis e
ordens específicas." As diferentes criaturas, queridas
em seu próprio ser, refletem, cada uma a seu modo,
um raio da sabedoria e da bondade infinitas de Deus.
É por isso que o homem deve respeitar a bondade
própria de cada criatura para evitar um uso desorde-
nado das coisas, que menospreze o Criador e
acarrete conseqüências nefastas para os homens
e seu meio ambiente. (CIC, 339)

vai crescendo nas relações entre o homem e o ambiente, conseqüência da crise entre o homem e seu Criador.

O Compêndio da Doutrina Social da Igreja aponta alguns aspectos da questão:

"A mensagem bíblica e o magistério eclesial constituem os pontos de referência-parâmetro para avaliar os problemas que se põem nas relações entre o homem e o ambiente . Na origem de tais problemas podese identificar a pretensão de exercitar um domínio incondicional sobre as coisas por parte do homem, um homem desatento às considerações de ordem moral que devem caracterizar cada atividade humana.

A tendência para a ‘exploração inconsiderada' dos recursos da criação é o resultado de um longo processo histórico e cultural: ‘A época moderna registrou uma capacidade crescente de intervenção transformadora por parte do homem. O aspecto de conquista e de exploração dos recursos tornou-se predominante e invasivo, e hoje chega a ameaçar a própria capacidade acolhedora do ambiente: o ambiente como ‘recurso' corre o perigo de ameaçar o ambiente como ‘casa'. Por causa dos poderosos meios de transformação, oferecidos pela civilização tecnológica, parece, às vezes, que o equilíbrio homem-ambiente tenha alcançado um ponto crítico'" (n. 461).

Saudades da integração com a natureza?

O habitante das sociedades industrializadas sente vivamente essa falta de equilíbrio, que se manifesta tantas vezes nas agressões da natureza, como também na doença do homem moderno, no estresse e no vazio espiritual. E a humanidade, que pela técnica julgou poder subjugar o universo, olha agora com certa saudade para trás, ansiosa por trocar uma vida excessivamente mecanizada e artificial por uma existência em que seja restabelecida a harmonia com a natureza.

Não refletirão também essas saudades o desejo de restaurar, de alguma forma, o convívio perdido com o Senhor Deus que "passeava pelo paraíso à hora da brisa, depois do meiodia" ? (Gn 3, 8).

(Revista Arautos do Evangelho, Nov/2007, n. 71, p. 16 à 19)

http://www.arautos.org.br/view/show/4167-a-alianca-entre-o-homem-e-a-criacao

Vídeo da música "Amigos da Esperança" na nossa página do facebook

Novo CD Jovem 2011

Comentários

Créditos

100% Adventista

Site melhor visualizado no Google Chrome ou no Mozilla Firefox, criado e editado por Bruno, membro da IASD Araruama.


Autores:

Clayson Albino

Daniel Santos


Editor Geral:

Bruno Vieira


Todos os Direitos Reservados
© 2008 - 2010

Você é adventista?

Área Restrita

Usuário:
@comunidadeadventista.com
Senha:
Não consegue acessar a sua conta?

  © Comunidade Adventista - 2008 - 2011

By Bruno Vieira