Na Casa Do Pai Há Muitas Moradas

Muitos buscam tesouros, dinheiro e se tornam até escravos do dinheiro não dando importância aos tesouros celestiais onde nem a traça nem a ferrugem corroem e onde os ladrões não assaltam nem roubam. Mateus 6:20. Se você procurar a sabedoria como dinheiro e a buscar como tesouro, então você entenderá o temor de Javé e alcançará o conhecimento de Deus. Viver uma vida atribulada sem achar tempo para louvar a Deus é perder a morada que Deus tem a oferecer a todos aqueles que o amam e Jesus falou se nós amarmos a ele e guardarmos a sua palavra o Pai nos amará também e viveremos para ele e faremos morada nele. Há quem não acredita na vida eterna, há quem não acredita na imortalidade da alma, há quem acredita que não há Deus e muito se enganam, pois crer na existência de Deus é a suprema inteligência. Deus enviou o seu filho ao mundo não para julgá-lo, mas para que seja salvo por ele. João 3:14-21. Vale apenas ler o capítulo 14 de João e refletir o amor de Deus para conosco. Veja:

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.
E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.
Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho.
Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto...
Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.
Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.
E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.
Se me amais, guardai os meus mandamentos.
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós...

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.

Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.
Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou.
Tenho-vos dito isto, estando convosco.
Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
Ouvistes que eu vos disse: Vou, e venho para vós. Se me amásseis, certamente exultaríeis porque eu disse: Vou para o Pai; porque meu Pai é maior do que eu.


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A Verdadeira Felicidade

Rodrigo nasceu numa favela e é um menino muito pobre. Seu pai trabalha na construção civil, mas passa a maior parte do tempo desempregado, já que a saúde debilitada não lhe permite fazer grandes esforços físicos. O único dinheiro garantido para o sustento da família são os minguados pagamentos que a mãe recebe como diarista. Todas as tardes, após a aula, Rodrigo se reúne com seus amigos para jogar futebol numa quadra de esportes existente na única praça que há próximo à favela. A quadra esportiva se situa na parte nobre do bairro.

Defronte à praça, há uma linda mansão, protegida por muros bem altos, cercada por frondosas palmeiras e com um belíssimo jardim. Todas as vezes que Rodrigo olha para aquela casa, suspira fundo e pensa: “Se morasse naquela mansão, eu seria muito feliz!” Tiago nasceu em berço de ouro. Seu pai é um empresário muito bem sucedido e sua mãe trabalha na televisão, apresentando um famoso programa de entretenimentos. Ele mora naquela linda e confortável mansão, defronte à quadra de esportes. Vive cercado de mimos, carinhos e cuidados.

Todas as tardes, Tiago, que é paraplégico de nascimento, fica assistindo à algazarra que os meninos da favela fazem na praça, principalmente Rodrigo, que chega com a bola debaixo do braço. Sempre liderando o grupo, distribui as equipes e, depois, driblando os adversários com extrema facilidade, marca muitos gols que são comemorados com magníficas piruetas. Olhando para a quadra de esportes, Tiago suspira fundo e pensa: “Se tivesse aquela saúde, eu seria muito feliz!

***

A impressão de que a felicidade está sempre fugindo de nós, ocorre devido ao esquecimento das provas que nos foram impostas, ou que escolhemos, para a reparação de faltas cometidas em outras existências. Sendo a Terra um planeta de expiações, é natural que não encontremos aqui a felicidade suprema, mas alguns momentos de alegria que se alternarão com outros de tristezas e decepções.
Ocorre que muitas pessoas insistem em se ver como ser material, ignorando ou fingindo ignorar que o objetivo final das experiências encarnatórias é a evolução espiritual, razão de nossas passagens por este planeta.

É necessário não nos esquecermos de que somos as mesmas pessoas que aqui estiveram no passado, em diversos estágios evolutivos e que, embora tenhamos galgado alguns degraus nesta escalada, há ainda um longo caminho a ser percorrido.
Antigos crimes precisam ser resgatados; faltas cometidas pedem reparações; vícios precisam ser expurgados, maus sentimentos devem ser suplantados…

O Espiritismo veio lançar uma luz determinante sobre a questão da felicidade e dos sofrimentos terrenos. Está claro que, mais felizes, ou menos infelizes, são as pessoas que sabem se conduzir melhor na vida ou que escolheram provas menos duras para a encarnação presente. Não quer dizer que todas sejam menos devedoras, mas podem ter solicitado uma experiência menos dolorosa, adiando para futuras oportunidades a reparação das faltas mais graves.
Os menos felizes, ou mais infelizes, são os que escolheram, ou aos quais foi imputada uma encarnação de expiação e reparação de crimes mais pesados.

O que ocorre é que, beneficiado pela lei do esquecimento, que tem por objetivo, dentre outras coisas, livrar o Espírito encarnado do constrangimento de saber-se faltoso em experiências anteriores, o homem se revolta. O que provoca essa revolta é a equivocada crença na unicidade da encarnação. Ora, se nós estivéssemos no corpo pela primeira e última vez, seria natural que não nos conformássemos com o sofrimento que nos é imposto, pois nada teríamos a expiar e reparar. Mas, nesse caso, onde estariam a justiça e o infinito amor divinos? Por que teríamos sortes tão diferenciadas, se fomos todos criados pelo mesmo Deus e se somos igualmente amados por Ele?

A explicação do sofrimento presente encontra-se na lei de causa e efeito, a qual determina que todo mal praticado exige uma expiação e uma reparação. Sofremos hoje, porque provocamos sofrimentos no passado e precisamos expiar e reparar as faltas cometidas. Não estamos simplesmente sendo punidos; estamos nos purificando; estamos nos elevando moralmente; estamos tentando “pagar até o último ceitil de nossa dívida”, (S. Mateus, cap. V, vv. 25 e 26.).

O objetivo final de todo Espírito é a perfeição absoluta e se essa perfeição exige um estado de pureza a toda prova, é natural, portanto, que haja a penitência pelo sofrimento, pois somente através dele é que o Espírito se depura e encontra a felicidade plena que, definitivamente, não pertence a este mundo.

Como Identificar a Igreja Verdadeira?

A Enciclopédia das Religiões afirma que existem nove grandes religiões no mundo. Entre essas, está o cristianismo que, por sua vez, está dividido em mais de 35 mil grupos. Como distinguir entreesses grupos, a igreja verdadeira? Somente a Bíblia pode nos ajudar.

Qual é a recomendação da Bíblia para encontrar a igreja verdadeira? João 7:17; 1 Timóteo 3:15

A Igreja verdadeira é conhecida peladoutrina. João usa a palavra doutrina e Paulo a palavra coluna. A seguir veremos oito colunas bíblicas que mantêm a igreja do Deus vivo na Terra.

Qual é a primeira coluna que sustenta a igreja de Deus? Efésios 2:19,20

Fundamento dos apóstolos: Novo Testamento
Fundamento dos profetas: Antigo Testamento
Sendo Jesus Cristo a pedra principal. A Igreja verdadeira aceita toda a Bíblia como única regra de fé e prática.

Segunda coluna? Atos 16:30,31; Atos 4:12

A Igreja verdadeira ensina que a salvação é unicamente pela fé em Cristo (1 Timóteo 2:5)

Terceira coluna? João 14:1-3

É o ensino da volta de Jesus, com milhares de anjos. Todo Olho O verá, os mortos ressuscitarão e reinarão com Cristo por mil anos. A igreja verdadeira ensina essa verdade.

Quarta coluna? João 14:15; Apocalipse 12:17

Por ensinar a pregar a validade da Lei, a igreja de Deus é objeto da ira de Satanás (Apoc. 14:12; Ler 1 João 2:3,4

Quinta coluna? Apocalipse 12:17; Apocalipse 19:10

"O testemunho de Jesus" é o Espirito de Profecia, ou dom de profecia. Esse dom é característica da igreja de Deus nos últimos dias.

Sexta coluna? Isaías 58:13; Ezequiel 20:12,20

A Igreja do Deus vivo ensina a vigência do sábado como verdadeiro dia de adoração, como expressão de amor e sinal de fidelidade Àquele que nos salvou.

Sétima coluna? Mateus 24:14; Apocalipse 14:6

A Bíblia descreve três anjos (mensageiros) voando pelo meio do céu pregando a todanação, tribo, língua e povo. Portanto, a igreja de Deus é um movimento mundial.

Oitava coluna? 1 Coríntios 3:16,17; 1 Coríntios 6:19,20

A igreja verdadeira segue os princípios bíblicos de saúde (Gênesis 1:29; Levítico 11)


Este é oapeloque Deus faz a Seus filhos sinceros que ainda participam degrupos religiosos que não ensinam toda a verdade bíblica.

Leia: Mateus 7:21-23; João 10:16; Apocalipse 18:4

Comentário da Lição - Lição 12 - Gilson Nery

Lição 12. Segundo trimestre. 13 a 20 / 06 / 009
Comentários de Gilson Nery
Esc. Sabatina.

C o m u n i d a d e

“...Tendes chegado ao Monte Sião,e a Cidade do Deus Vivo, a Jerusalém Celestial, e aos muitos milhares de anjos, a Universal Assembléia e a Igreja dos primogênitos, inscritos nos Céus; tende chegado a Deus Juiz de todos e, dos espíritos justos que chegaram a meta final (Trad. Pastoral ), a Jesus, o Mediador de uma Nova Aliança, e ao Sangue da aspersão, que fala ( Clama ) melhor ( infinitamente mais alto ) do que o de Abel.” Heb. 12:22-24;Gen. 4:10 ). Adaptações de Gilson Nery.
Note que, segundo este texto bíblico, a Comunidade Cristã ( Igreja ), tem uma abrangência Universal e, assim sendo, inclui todos os seres criados em todo o Universo, habitantes de outros mundos, os filhos de Deus deste mundo, e, também, os santos anjos de Deus, que segundo esta citação bíblica, estão incluídos como membros desta igreja. Esta comunidade universal é composta de dois departamentos gerais, o departamento dos membros invisíveis ( igreja invisível )e, o departamento de membros visíveis que se constituem em uma organização comunitária social, espiritual composta de seus departamentos dirigidos pelos seus oficiais designados por Deus em Sua economia Eclesiástica. O departamento invisível se compõe de seres santos que nunca pecaram e que povoam outros mundos, assim como, os santos anjos, e, também, pessoas deste mundo nosso que nunca pertenceram visivelmente e formalmente, a comunidade organizacional visível, são pessoas que, em sua sinceridade servem a Deus segundo a luz que possuem e que se encontram em todas as religiões deste mundo, quer sejam cristãos ou não cristãos, estas são descritas na Bíblia em João 10:16;Apc. 18:4. A igreja visível foi estabelecida, primeiramente, no Jardim do Edem e, composta de apenas dois membros, Adão e Eva, e que mesmo depois do pecado e, pela direção divina, sempre existiu em toda a história, como uma organização visível e única, isto é, nunca existiram diversidades de igrejas organizacionais, corpos ministeriais independentes, possuindo credos e doutrinas fundamentais e vitais em conflitos uns com os outros; a comunidade visível de Deus sempre foi única nestes aspectos, como igreja visível organizacional, sempre existiu, existe e existirá apenas uma igreja ou aprisco do Sumo Pastor e, esta recebeu de Cristo a incumbência de procurar os membros da igreja invisível e trazê-los para o aprisco Deste Pastor, a Sua comunidade visível e congregacional . Heb. 10:25;Sof. 2:1-2.
Como identificar esta única confraria, comunidade ou igreja, no meio das inúmeras que existe? Deus teria deixado algum sinal?
Deus deixou um sinal e uma profecia, em particular, que identifica esta comunidade ( igreja ) visível; o sinal: Exd. 20:12,20, que está relacionado diretamente com a Sua lei eterna escrita por Seu próprio punho; e, quanto a profecia que, também, identifica esta igreja, está a de Dan. 8:14 e 26 e, Deus, também, deixou especificado, o processo pelo qual poderemos averiguar esta profecia e este sinal sem sermos enganados. Ver Isa. 8:20; Em todas as épocas a Palavra dos profetas ( Testemunho ) sempre foi um luz que dissipou as trevas das dúvidas ( II Pd. 1:19 ), e, em particular e em especial, para o final dos tempos, Dan. 8:14,26, se apresenta como o meio mais indicado para este tempo no qual, as falsificações da verdade estão cada vez mais requintadas e refinadas.
Como foi mencionado acima, a Palavra dos profetas bíblicos, sempre e em todas as épocas tem sido uma luz que dissiparam as trevas do caminho do povo de Deus ( Sl. 119:105 ), mas, e, isto é de capital e vital importância, a profecia de Dan. 8:14,26, é que derrama e focaliza, nos dias finais da história com suas centenas e centenas de credos religiosos, sobre a identificação da comunidade única e visível, como sendo a igreja a igreja da profecia o remanescente final da igreja apostólica. A sincronização Dan. 8:14,26, com Apc. 14:6-7, esclarece e define a problemática e o emaranhado de credos, comunidades e profissões religiosas, e, até mesmo aquelas que exibem em suas credenciais, 99,9% da verdade bíblica, sendo quase impossível discernir entre a verdade integral e a “quase”toda verdade,” aliás, é impossível fazê-lo, sem o recurso desta profecia. Em um processo todo especial do inimigo da verdade, foram criadas dezenas de comunidades que ensinam e professam a lei de Deus, os Dez Mandamentos na íntegra e o Testemunho dos escritos dos profetas canônicos da Bíblia ( Espírito de Profecia ), assim como, também, os escritos não canônicos, dados, também, por inspiração divina, agora nestes últimos dias da história da comunidade de Deus; estas denominações separadas, denominadas de Adventistas do Sétimo Dia movimento de reforma, que já somam mais de três dezenas e, que estão separadas do tronco organizacional Adventista do Sétimo Dia e, Que, também, estão separadas uma das outras e, se contradizendo uma das outras, se constituem em um grande embaraço e entrave no caminho dos sinceros que ouvem e lêem que é através da Lei de Deus e do Testemunho dos profetas, que é possível identificar a Verdadeira igreja remanescente apostólica; QUAL, PERGUNTAM, É, DESTAS DEZENAS DE COMUNIDADES QUE ENSINAM E PROFESSAM A LEI E O TESTEMUNHO, A VERDADEIRA ?
Qual e como identificar: Note o seguinte: O único elemento existente no Testemunho mencionado em Isa. 8:20, que pode definir esta questão, se encontra em Dan. 8:14,26 em sincronização com Apc. 14:6 e 7, que apresentam o tempo definido para o ressurgimento do Remanescente final de Deus que, como comunidade ( igreja )visível, seria o povo de Deus que prepararia o caminho para o segundo Advento de Jesus Cristo; Dan. 8:14,26, menciona uma data específica e precisa em que o Santuário Celestial seria reivindicado, restaurado em suas funções Sacerdotais e Sumo Sacerdotais legítimas, no sentido de um esclarecimento ao mundo destas funções, e, para esta missão, Deus levantaria um povo em todo o mundo, ou seja, uma comunidade visível para que esta missão fosse cumprida, e, este movimento mundial se iniciou alguns anos antes da data indicada por esta profecia ( Dan. 8:14,26 ), ou seja, por volta de 1840, e, o seu apogeu em grande voz, segundo a profecia de Apc. 14:6 e 7, ocorreu exatamente entre os anos de 1843/1844, d.C., data esta em que precisamente, se cumpriu esta profecia, ou este particular desta, que define, também, com precisão, a comunidade remanescente verdadeira dos últimos dias. O verdadeiro remanescente apostólico, portanto, está focalizado pelas profecias de Dan. 12:11-12, que se cumpriu em 1843 e, Dan. 8:14,26, que indicou o ano de 1844 como a data precisa para o inicio das atividades finais desta comunidade, que embora esteja se arrastando com muitos defeitos e fraquezas pessoais as quais serão varridas da igreja ( não a igreja ), pelo poder de Deus, é e sempre será até a volta de Cristo, a única comunidade remanescente da profecia.
A conjunção Dan. 8:14,26;12:11-12 com Apc. 14:6 e 7, referente a “hora” do juízo, evidencia o fato de que surgiria por este tempo ( 1843/44, uma comunidade visível e mundial com a missão de restaurar com grande voz, as verdades eternas que haviam sido deitadas por terra pela grande apostasia de Roma Papal.
Ob. Todo membro desta comunidade remanescente final, precisa ser identificado como anjos que vivem e restauram com suas mensagens ao mundo, as verdades eternas sobre o Santuário Celestial e as verdades eternas que foram esquecidas pelo mundo; deviam, portanto, estudar a fundo estas profecias e estarem preparados para responder com convicção própria a qualquer que pedir a razão de sua fé particularmente neste aspecto vital e fundamental.

Verso para memorizar: Em situação normal não é possível conceber um corpo cujos membros falam e agem em contradição com a Cabeça, e, em questões fundamentais de fé e doutrinas vitais de salvação, não é possível e não é bíblico, que centenas e centenas de corpos denominacionais e comunidades organizacionais visíveis, se constituam o corpo de Cristo, esta anomalia religiosa está para o corpo babilônico e, nunca para o corpo de Cristo, e, a Bíblia nos informa que devemos sair desta Babilônia ( Apc. 18:4 )e, jamais sair do corpo de Cristo, Sua comunidade remanescente final. É possível, razoável e admissível que existam alguma divergência teológica na igreja verdadeira, mas não é admissível divergências em questões vitais e fundamentais de fé e doutrinas que tenham que ver com a salvação.

Parte de domingo. Deus quer um povo.

Perg. 01 – Toda iniciativa em definir a vontade de Deus com base em uma interpretação particular humana, resultará finalmente em confusão.
Toda espécie de rejeição voluntária daquilo que Deus já foi claro em Sua Palavra resultará em grandes fracassos em nossa vida; é a Palavra de Deus que deve ser a nossa norma e não a palavra da igreja ou de seus dirigentes, por mais santos que sejam. Em nossa época existem inúmeras torres de Babel, algumas são particulares e pessoais, outras são comunitárias e todas querem chegar até o Céu contradizendo a Palavra de Deus, qual será ou qual já está sendo o resultado? CONFUSÃO=BABILÕNIA !
Perg. 02 – Ver a introdução deste comentário.

Parte de segunda feira. O privilégio de pertencer.

VOCÊ JÁ FOI CONONIZADO COMO SENDO UM SANTO DE DEUS? Se ainda não foi, não espere para ser canonizado pela igreja de Roma, vai demorar muito tempo, 100,200, 300 anos e, depois de todo este tempo, tudo redundará em nada porque não existe na Palavra de Deus esta espécie de canonização; prefira a canonização bíblica em Cristo Jesus que se processa em vida e em apenas alguns minutos e, não depende de suas boas ações e muito menos de seus milagres, depende unicamente do milagre de Cristo em lhe justificar por Sua graça sem nenhuma obra da sua parte e em apenas alguns minutos, quando você crer em Cristo e arrependido aceita-O como o Seu Substituto, Penhor, Único Salvador,Único Mérito e Soberano Supremo em sua vida, neste momento você já está canonizado com um santo de Deus para prosseguir no caminho da santificação já como santo, embora ainda tenha muitas fraquezas a vencer. É a justiça de Cristo, Sua fé, Seu poder e Seus méritos que nos canonizam e nos dão o título de santos, e, não as nossas obras, e, Ele nos canoniza para que possamos praticar as obras resultantes desta canonização.
Perg. 03 – Temos uma boa resposta a esta pergunta em At. 4:32, onde se diz que era um o coração e alma dos crentes na igreja apostólica.
Nota da perg. 03 – Deficiência orgânica no corpo. Esta é uma razão muito forte para que o ministério não aceite para o batismo, pessoas que ainda não estejam devidamente convertidas e praticando dos princípios fundamentais e vitais do Evangelho.
Parte de terça feira. A responsabilidade de pertencer.

Perg. 04 – Todo membro do corpo de Cristo precisa antes de tudo refletir e brilhar com a luz da Pessoa Daquele que é a Luz do mundo praticando, pelo poder da Graça, todos os princípios do Evangelho. O Alvo que nos foi proposto é a estatura completa de Cristo, e, isso, naturalmente, em Seu aspecto humano; estamos chegando lá ou ainda estamos longe disso?
Perg. 05 – Pergunte o que Deus pretende fazer por seu intermédio a humanidade.

Parte de quarta feira. Unidade na diversidade.

Não confundir diversidade com adversidade, é impossível haver unidade na adversidade.
Perg. 06 – A qualificação chave e básica é permitir que Cristo, o Único Caminho para o Pai Celestial, dirija os nossos passos Neste Caminho e que, igualmente, o Espírito Santo nos conserve em Sua unidade e na unidade de uma só fé, crença e obras resultante da salvação em Cristo.
Perg. 07 – A Nova Jerusalém possui centenas e diversas repartições, apartamentos, ruas e praças de ouro polido, muro de toda a espécie de pedras preciosas e habitantes de todas as estaturas, personalidades ( claro que não haverá anões e nem gigantes desproporcionais, pessoas esqueléticas ou obesos ) mas haverá diversidade perfeita e harmoniosa, nenhuma adversidade.

Parte de quinta feira. O Fundamento de igreja: Jesus Cristo.

Perg. 08 – Meus queridos, a pergunta não era referente a igreja ou a quem pertence a igreja, mas a respeito a Cristo e Quem dizia o povo era Ele. Veja os versos 13 e 1 5.
Note o seguinte: A igreja de Cristo não foi fundada sobre a confissão de Pedro e nem sobre Pedro, mas sim, sobre a Pessoa confessada por ele, ou seja, Jesus Cristo; o Fundamento da igreja não é abstrato mas sim uma Pessoa física Real e Pessoal, ou seja, a Rocha Eterna, o Verbo Eterno que Se fez Carne, o Filho do Deus Vivo.
Perg. 09 – Cristo é o Fundamento dos fundamentos e, é Sua perfeição simbolizada pelo numero sete no Apocalipse, que mantém os membros da Sua igreja perfeitos por imputação da Sua perfeita justiça; note que Ele é apresentado como andando pelo meio da Sua igreja, e, como é óbvio, Este que anda em nosso meio é, segundo as Suas palavras, o Seu Vigário 9 Substituto ), o Espírito Santo.
Pág. 154 – A igreja de Cristo hoje é, pretensamente, “rica” e professa nada ter falta, mas, esta igreja, não pode mais dizer ao paralítico à porta: “Levanta-te e anda.” Temos o hábito de aplicar este raciocínio apenas para a igreja romana, mas será que não estamos, também, em falta de poder, de fé e de obras resultantes desta fé e salvação?
Pág. 155 – Somente os Adventistas do Sétimo Dia ou os demais membros de outras igrejas? Veja a introdução deste comentário.


Que cada um de nós, pelo poder da Graça e dos méritos de Cristo, possamos ser pedrinhas vivas lapidadas pelo Grande Lapidador, edificadas e incrustadas na Rocha Eterna, Jesus Cristo. Amém!

Por Gilson Nery B. Costa. Espírito Santo do Pinhal.
E-mail gilnery@uol.com.br Tel.19-3651-1987.
Estado de S. Paulo.Brasil.

Classe Universitários
www.oestadio.com/escola.shtml

Comentário da Lição - Lição 11 - Gilson Nery

Lição 11. Segundo trimestre. 06 a 13 / 06 / 009
Comentários de Gilson Nery
Esc. Sabatina.


M o r d o m i a

Jesus Cristo é, em todos os seus aspectos e sentidos, o Exemplo de perfeição absoluta da verdadeira mordomia, Ele pregou e viveu a mordomia deixando-nos o exemplo para que sigamos as Suas pesadas ( I Pd. 2:21 ); Ele sendo o Proprietário de todos os bens que existem em todo o Universo, abriu mão de tudo e de Si Mesmo, pelo bem eterno de todos, Ele abriu mão até mesmo de Sua Própria vida arriscando perdê-la eternamente para que possamos viver eternamente sem nenhum risco de nenhuma espécie e, para que nos tornássemos mordomos de Seus bens aqui neste mundo agora e no futuro eterno; seria muito bom que déssemos mais atenção as palavras de Paulo em Fil. 2:5-8, para sermos motivados com mais afinco em nossa mordomia de fidelidade em qualquer espécie e circunstância da vida; Ele nos fez mordomos Seus, não porque precisasse de nossa mordomia, mas, para que sendo mordomos de Seus bens, sejamos felizes, nós é que precisamos da Sua mordomia para termos vida abundante, feliz e eterna. Jamais seremos mordomos felizes se a nossa mordomia não estiver vinculada e fundamentada na mordomia divina, esta mordomia divina precisa se tornar a nossa motivação impelente para sermos Seus mordomos fiéis; é o amor de Cristo que deve nos motivar ( II Cor. 5:14 ) à sermos mordomos fiéis e, nunca os nossos próprios interesses, nunca, por exemplo, devemos devolver os Dízimos e ofertas com o objetivo de sermos abençoados, mas sim, porque já fomos abençoados, se estamos devolvendo dez reais, por exemplo, é porque já recebemos noventa reais, a nossa motivação precisa partir do contexto dos noventa reais que já recebemos e não daquilo que ainda vamos receber, e, quando não tivermos nenhuma renda monetária, devemos levar para Deus, não apenas dez por cento, mas todo o nosso louvor, a nossa adoração e os nossos agradecimentos pelo dom da vida que vale muitíssimo mais do que dinheiro ou bens materiais e, isso é, também, o que significa ser mordomos fiéis, não esqueçamos nunca disto! Deus prometeu bênçãos materiais e monetárias ( Ml. 3:7-11 ), e, é pelos méritos de Cristo que estas bênçãos nos pertencem, mas não deve ser esta a nossa motivação impelente e básica; como diz o texto de II Cor. 5:14, citado acima, é o amor de Cristo que deve ser a nossa motivação básica e esta é a única fórmula para a cura do legalismo que em quase todos os cristãos existe arraigado lá pelos rincões de suas mentes e, que, em muitos casos, nem nós mesmos estamos conscientes disso; façamos, portanto, a oração do salmista registrada em Sl. 19:12-13 e 139:23-24, para que possamos ser mordomos fiéis e devidamente motivados. Amém!

Verso para memorizar: Não devemos nos esquecer que esta frase: “A todo o que tem,” deste texto é referente aquilo que já lhe foi concedido, ele tem porque já recebeu de Deus e, terá muito mais se “negociar” o que recebeu no sentido de aplicar estes dons para o bem da humanidade.

Parte de domingo. Talentos.

Perg. 01 – Note esta operação matemática simples: 5X2=10; 2X2=4 e, 1X1=1; A lei do Céu é sempre ascendente e progressiva em todos os aspectos da vida, embora possam haver quedas neste gráfico, o quadro demonstrativo da nossa administração espiritual precisa ser sempre ascendente, e, no caso em estudo desta parábola, o processo pode ser demonstrado como segue: 5X2=10X10=100X100=10.000, ou, 2X2=4X4=16X16=256X256=65.536, e assim por diante; O processo que deve ser riscado do nosso sistema operacional é: 1X1=1X1=1X1=1X1=1X1=1, que em um processo e administração inflacionária terminará, certamente em zero, e, neste aspecto é que podemos entender as Palavras de Cristo: “Até o que tem lhe será tirado.”

Parte de segunda feira. Tempo.

A Bíblia diz que Deus nos deu tempo para todo o propósito debaixo do Céu, ninguém, no juízo final, ou seja, agora, poderá dizer: Eu não tive tempo para buscar o Reino de Deus e Sua Justiça em primeiro lugar em minha vida. Ecl. 3:1 e Mt. 6:33.
Pergs. 02 – O Deus Unigênito, para O Qual o tempo e o espaço não contam, Se equacionou em nosso tempo e nosso espaço e exerceu uma mordomia de tempo exemplar para que sigamos as Suas pisadas; o equilíbrio pautado pelo princípios eternos da Palavra de Deus fazia parte desta Sua mordomia e, neste aspecto, Ele era absolutamente inflexível e mais firme que uma rocha.

Parte de terça feira. Mordomos do corpo.

Perg. 03 – Resposta: Objetivando sempre a Glória de Deus; a nossa preocupação com a saúde nunca vai ser excessiva se estivermos sempre seguindo o exemplo de Cristo no que diz respeito a mordomia do nosso corpo, visando assim, a Glória de Deus. O apetite, o paladar e o estômago, tem sido os “Terafins” ( deuses domésticos antigos; Gen. 31:19,30,34;35:2-4.Jz. 17:5) da grande maioria dos membros da Igreja Remanescente e, isso, com a desculpa esfarrapada de que não devemos ser excessivos em nosso zelo em sermos temperantes, um pouco de zelo, também é válido para com estes Terafins modernos para sermos equilibrados, dizem.
Não acho que devemos seguir a risca um regime “Espartano” no que diz respeito as suas sopas negras e amargas assim como as suas ausências absolutas de comodidades e adotando uma vida de austeridades militar excessivas, mas, creio que temos muito a aprender destes 300 soldados gregos de Leônidas, sobre o controle do apetite e renuncia.

Parte de quarta feira. Nossas posses materiais.

Perg. 04 – Toda problemática do Universo nos primórdios de sua história, se iniciou quando um dos principais mordomos quis ser o dono dos bens que lhes foram confiados, estes bens consistiam em sabedoria, formosura, esplendor, poder e um posto, ou primado jurisdicional, nas Coortes Celestiais; os seres humanos correm o mesmo risco, quando se apossam dos bens do Senhor deixando de serem mordomos para se tornarem, indevidamente, donos de Suas propriedades, particularmente e especialmente, em se tratando dos Dízimos e ofertas, mas, também, em se tratando dos nossos talentos, do nosso tempo,do nosso corpo, nossas posses materiais, etc.

Parte de quinta feira. Enquanto esperamos.

Perg. 05 – Note o seguinte: Não é tão difícil vigiar sobre os grandes lobos e as grandes raposas que rodeiam as nossas vinhas e o nosso rebanho, o problema principal e muito maior, são as raposinhas ( Cant. 2:15 ), que vão se esgueirando, se esgueirando até que conseguem passar sem serem notadas ( por falta de mais acurada vigilância )pelas frestas das nossas cercas e fazem os piores estragos e, isso, sem falar, também, dos pequeninos camundongos, que são bem menores que as raposas e os lobos, mas que se alojam em nossos fogões, nossas panelas, nossos guarda roupas e, roem e corroem a nossa saúde espiritual, muitas vezes, sem serem apercebidos. Precisamos urgentemente, enquanto esperamos, vigiar, orar e agir caçando implacavelmente, as raposinhas e os camundongos que ameaçam as nossas estruturas espirituais e, para isso, precisamos está equipados com todos os recursos divinos para sermos bem sucedidos nesta empreitada.


Que em qualquer tempo da nossa vida possamos dar conta da nossa mordomia em qualquer que seja os seus aspectos. Amém!



Observação e correção no comentário da lição anterior: Atravessar a nossa Galáxia em seu percurso mais longo, levaria mais 60.000 anos viajando na velocidade da luz. Corrigido pelo mesmo autor.

Por Gilson Nery B. Costa. Espírito Santo do Pinhal.
E-mail gilnery@uol.com.br Tel.19-3651-1987.
Estado de S. Paulo.Brasil.

Classe Universitários
www.oestadio.com/escola.shtml

Tragédias da vida

Mais uma vez o Brasil fica chocado com a ocorrência de um violento desastre aéreo. Desta vez, mais de 220 pessoas podem ter perdido suas vidas na queda do A330 sobre o Oceano Atlântico.

Tanto no Brasil quanto na França, e certamente em diversos outros países, famílias, amigos e colegas, estão desolados pelas perdas que esta tragédia ocasionou. Foram muitos maridos, muitas esposas, pais, mães, filhos, professores, amigos, parentes, etc., que não retornarão ao lar.

Como cristãos, devemos nos solidarizar com o sofrimento e elevar ao Senhor as nossas orações por conforto e consolo aos enlutados.

Mas, como comentei aqui há algumas semanas, eventos como estes devem nos motivar a refletir sobre nossa própria experiência de vida, especialmente no trato que damos àqueles que estão à nossa volta.

Pelos noticiários podemos acompanhar diversas homenagens que estão sendo prestadas às vítimas do acidente com o Air France; até mesmo o Governo Brasileiro prestou sua homenagem, decretando luto oficial em todo o País.

Mas… para as vítimas, para os que, possivelmente, já estão mortos, tais homenagens não surtem mais efeito algum (cf. Ecles. 9:5-6).

Por isso, quero novamente convidar você a homenagear as pessoas importantes da sua vida AGORA, enquanto elas ainda estão ai do seu lado. Pode ser que chegue o momento em que você deseje fazer isso, mas não consiga mais!

Sua esposa, seu marido, seu pai, sua mãe, um tio, uma tia… seus filhos, seus professores, avós, seus netos… o pastor de sua igreja, um ancião dedicado, um diácono zeloso… aquele amigo para todas as horas, ou aquela amiga que sempre está ao seu lado, aquele professor que marcou sua experiência de estudante, seu patrão, seus funcionários… pode ser o porteiro do seu prédio, o carteiro da sua rua, o caixa do supermercado… aquela atendente simpática dos Correios, o gerente do seu banco, o gari que deixa tudo limpinho… enfim…

… demonstre para as pessoas especiais da sua vida o quanto elas são ESPECIAIS. Faça isso AGORA, enquanto elas podem ver e ouvir.

Tenho certeza que elas vão gostar muito de saber que são amadas, admiradas e respeitadas.

“Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo” (Prov. 25:11).
Pr.Gilson Medeiros
http://prgilsonmedeiros.blogspot.com/

Lares de Esperança surpreendem pelas bênçãos além do esperado

Curitiba, PR… [ASN] Embora ainda não haja dados finais fechados, é possível perceber que a movimentação do projeto Lares de Esperança teve repercussão importante em toda a América do Sul. Nesta terça-feira, dia 1º, durante encontro de administradores de uniões integrantes da Divisão Sul-Americana (DSA), em Curitiba, PR, a sensação é de que o projeto bíblico de abrir os lares para evangelização assumiu uma proporção maior do que se imaginava.

Alguns presidentes de uniões relataram um resumo das experiências que viveram ou ouviram falar em seus estados e países. O Pr. Ignácio Kalbermatter, que lidera os adventistas no Sul do Brasil, destacou o forte trabalho das instituições educacionais e ressaltou, ainda, cinco batismos ocorridos em uma casa nesta semana na cidade gaúcha de São Leopoldo. Kalbermatter apresentou reportagem feita pela Associação Central Sul-Riograndense (ACSR) em que aparecem entrevistas com algumas das pessoas que tomaram a decisão em um verdadeiro “lar de esperança”. O presidente da União Austral, Pr. Carlos Gil, que envolve Argentina, Paraguai e Uruguai, citou alguns dados, inclusive que mais de 2.900 pessoas não-adventistas foram sensibilizadas com o projeto no território paraguaio e pelo menos 1.900 no Uruguai. O líder dos adventistas nessa região destacou, ainda, o trabalho realizado pelas instituições hospitalares que, com criatividade e carinho, ofereceram comida, livros e DVDs com mensagens inspiradoras para internos e familiares durante o dia 30. O Pr.
Gil apresentou, também, a estratégia de continuidade do trabalho através de uma espécie de “linha do tempo” que mostra todos os marcos principais de ações depois do projeto que serão desenvolvidas nos países em que atua. “Em Assunção, no Paraguai, ouvi a história de uma irmã que tinha três convidados para irem a sua residência dia 30 de maio. Os três não puderam comparecer e ela não hesitou: saiu pelas ruas e convidou outros três para participarem”, relatou Gil.
O Pr. Domingos Sousa, que preside da Igreja Adventista no Estado de São Paulo, enfatizou algumas das iniciativas principais realizadas, inclusive pelos escritórios adventistas nas cidades e pelas escolas adventistas. Sousa comentou que algumas histórias mostram as bênçãos que Deus reserva para os que se colocam nas suas mãos para o trabalho. “Um líder da área de Ministério Pessoal de uma das nossas regiões administrativas convidou, junto com sua família, duas vizinhas para participaram do Lares de Esperança na casa para onde estava se mudando. As duas não foram no horário marcado e a esposa desse pastor ficou preocupada. Conversou com uma delas, que estava com vergonha de ir à residência, e essa acabou convidando outras amigas. Por fim, havia 14 pessoas na casa do pastor e pelo menos três famílias já aceitaram começar a estudar a Bíblia”, disse o pastor que preside a União Central Brasileira (UCB). Na Bolívia, conforme o presidente geral dos adventistas naquele país, Pr. Roberto Gullón, a pretensão é, em relação às próximas etapas do projeto, que a cada cinco lares abertos, surja um novo pequeno grupo com orações, estudos da Bíblia e testemunhos. Na universidade boliviana adventista, pelo menos 1.615 alunos que não são membros da igreja participaram e a grande maioria optou em continuar estudando a Bíblia Sagrada. Outra meta interessante colocada pelos bolivianos foi a de, a partir dos lares abertos constantemente, é a de evangelizar completamente uma cidade, chamada Tarija, criando o que Gullón chamou de “cidade de esperança”, ou seja, levar a mensagem ao maior número possível de moradores.
No Nordeste, segundo o presidente, Pr. Geovani Queiroz, uma das histórias que mais chamou a atenção foi a do publicitário Isaías Carvalho, que hoje utiliza os materiais produzidos pela Igreja Adventista para ensino dos membros da igreja evangélica que frequenta. O Pr. Queiroz afirmou, também, que um dos participantes do Lares de Esperança, um importante empresário de comunicações de Recife, em Pernambuco, dono de pelo menos 27 emissoras de rádio, já iniciou estudo sistemático da Bíblia e, inclusive, uma de suas emissoras de TV retransmite diversas horas da programação da TV Novo Tempo.
Os relatórios prosseguirão nesta quarta-feira, dia 3, durante o dia todo, bem como abordagens sobre o Impacto Esperança 2010, grande mobilização evangelística programada para o próximo ano. Mensagens devocionais são apresentadas diariamente aos administradores pelo novo evangelista da DAS, Pr. Luis Gonçalves. Nesta terça-feira, ele enfatizou a importância de todos sermos luzes para realmente brilharmos nesse mundo em trevas, seguindo exatamente o exemplo de Jesus Cristo quando esteve na terra. [Equipe ASN, Felipe Lemos]

Carta do Papa sobre o domingo

Alguns me perguntaram sobre a Carta do Papa João Paulo II, dirigida aos fiéis e líderes católicos de todo o mundo, no qual o Pontífice Romano exorta para que todos busquem uma maior santidade do Domingo, o Dies Domini, segundo a Igreja de Roma.

Desde 1998 que esta carta está circulando no mundo, e seus argumentos puramente filosóficos tentam solapar a teologia e doutrina bíblicas do santo sábado do sétimo dia.

Ou seja, na visão da Igreja Romana, todas as bênçãos que o Senhor colocou sobre o sétimo dia, ela, a Igreja, transferiu para o primeiro dia da semana, em uma pseudo-honra à ressurreição de Cristo.

Vejam como o papa conclui a carta:

“Confio o acolhimento frutuoso desta Carta Apostólica pela comunidade cristã à intercessão da Virgem Santa. Sem nada tirar à centralidade de Cristo e do seu Espírito, Ela está presente em cada domingo da Igreja. Exige-o precisamente o mistério de Cristo: de facto, como poderia Ela [Maria], Mater Domini e Mater Ecclesiæ, não estar presente a título especial no dia que é simultaneamente dies Domini e dies Ecclesiæ?

Para a Virgem Maria, olham os fiéis que escutam a Palavra proclamada na assembleia dominical, aprendendo com Ela a conservá-la e meditá-la no seu coração (cf. Lc 2,19). Com Maria, aprendem a estar ao pé da cruz, para oferecer ao Pai o sacrifício de Cristo e associar ao mesmo a oferta da própria vida. Com Maria, vivem a alegria da ressurreição, fazendo suas as palavras do Magnificat que cantam o dom inexaurível da misericórdia divina no fluxo inexorável do tempo: « A sua misericórdia estende-se de geração em geração sobre aqueles que O temem » (Lc 1,50). Domingo a domingo, o povo peregrino segue o rasto de Maria, e a sua intercessão materna torna particularmente intensa e eficaz a oração que a Igreja eleva à Santíssima Trindade.

A iminência do Jubileu, queridos Irmãos e Irmãs, convida-nos a aprofundar o nosso compromisso espiritual e pastoral. De facto, é este o seu verdadeiro objectivo. No ano em que aquele vai ser celebrado, muitas iniciativas o caracterizarão, dando-lhe aquele timbre singular que não pode deixar de ter a conclusão do segundo e o início do terceiro Milénio da Encarnação do Verbo de Deus. Mas este ano e este tempo especial passarão, dando lugar à expectativa de outros jubileus e de outras datas solenes. O domingo, com a sua ordinária « solenidade », permanecerá a ritmar o tempo da peregrinação da Igreja até ao domingo sem ocaso.

Exorto-vos, portanto, amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio, a trabalhar incansavelmente, unidos com os fiéis, para que o valor deste dia sagrado seja reconhecido e vivido cada vez melhor. Isto produzirá frutos nas comunidades cristãs, e não deixará de exercer uma benéfica influência sobre toda a sociedade civil”.

Os evangélicos podem até negar, mas é um fato que a Igreja Romana se coloca como “dona” e “autora” da santificação do domingo, creditando, inclusive, a Maria uma honra especial durante este dia.

Pena que muito evangélico sincero, que se limita apenas a repetir o que seu pastor equivocadamente prega, não se dê conta de que está seguindo uma ordenança papal, ao mesmo tempo em que despreza as claras e límpidas orientações da Palavra de Deus sobre o ÚNICO dia que a Bíblia classifica como SANTO, SEPARADO e DE DESCANSO - o sétimo!

“Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei…” (Dan. 7:25).

Cumpriu-se cabalmente a profecia bíblica!

A Carta Papal na íntegra pode ser lida no próprio site do Vaticano (clique aqui).

“Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).

“E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mat. 15:9).

“O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Prov. 28:9).

“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apoc. 14:12).

“Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (Tiago 1:12).

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14:15).
Pr.Gilson Medeiros
Fonte: http://prgilsonmedeiros.blogspot.com/

Comentário da Lição - Lição 10 - José Orlando

Pastor José Orlando Silva
Mestre em Teologia Sistemática
Boa Viagem - Recife
Associação Pernambucana

Introdução

Nosso Mestre poderia ter escolhido outros métodos para que Sua mensagem, estilo de vida e missão fossem consolidadas. Mas escolheu seres humanos imperfeitos, falíveis e carentes da graça de Deus. Escolheu-os, não para que meramente O seguissem, mas para que vivessem, e apresentassem ao mundo os princípios de vida que estabeleceriam o cristianismo em todo o mundo.

Jesus era um mestre e como tal, não buscava seguidores nem alunos, mas discípulos. O mestre difere do professor porque este ensina com a informação, mas o mestre ensina com o exemplo. Palavras sem obras são como tiros sem balas, atroam, mas não ferem. O aluno retém a informação, mas o discípulo segue, torna-se adepto e crê na informação que recebeu e põe em prática o ensinamento, mesmo que essa decisão o leve à perda da vida. Quando Jesus disse: “Ide, portanto, ide fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28:19); Ele já tinha em mente o que queria com aqueles que O seguissem.

Billy Graham, renomado evangelista mundial, afirmou: “A salvação é de graça, mas o discipulado custa tudo o que temos”. “Jesus possuía um coração sereno. Os discípulos se inquietavam- sobre a necessidade de alimentar muitas pessoas, mas Jesus, não. Ele agradeceu a Deus pelo problema. Os discípulos gritaram de medo durante a tempestade; Jesus, não. Ele dormiu o tempo todo. Pedro puxou a espada para lutar com os soldados, mas Jesus, não. Ele levantou a mão para curar. Seu coração estava em paz.”1

A verdadeira educação é aquela que estimula o professor a viver o que ensina. Paulo Freire defende que ensinar exige a corporificação das palavras pelo exemplo. Ele afirma: “O professor que realmente ensina, quer dizer, que trabalha os conteúdos no quadro da rigorosidade do pensar certo, nega, como falsa, a fórmula farisaica do “faça o que eu mando e não faça o que eu faço”. Quem pensa certo, está cansado de saber que as palavras, destituídas da corporalidade do exemplo, pouco ou quase nada valem. Pensar certo é fazer certo.”2

Cristo nos convida para um discipulado coerente e radical. Não objetiva que simplesmente recebamos Sua informação, mas que vivamos Sua mensagem. A palavra predileta e mais usada de Cristo era discípulo.

A palavra grega traduzida como discípulo é mathetés, usada 269 vezes nos Evangelhos e em Atos. Para que a mensagem seja vivida, reiteradas vezes nos deparamos com situações em que a reputação, os bens e até a vida são colocados em jogo.

Todo o ensinamento exemplificado por Cristo em Sua vida visava a tornar Seus seguidores verdadeiros discípulos. Essa proposta se deu a partir do convite de Cristo, cuja mensagem central era que os discípulos deveriam deixar tudo e segui-Lo. O jovem rico era um seguidor e recusou ser discípulo quando Cristo lhe apresentou a proposta. “Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-Me. Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” (Mt 19:21, 22).

Esse mesmo convite é feito a nós. O Senhor nos chama para que O priorizemos, não apenas obedecendo aos Seus ensinos, mas também O recebendo como o primeiro em nosso coração. Para que o discípulo se assemelhe ao seu mestre é indispensável que ele se volte para seus ensinamentos e pessoa. “Como a flor se volta para o sol, para que seus brilhantes raios a ajudem a desenvolver beleza e simetria, assim devemos volver-nos para o Sol da Justiça, a fim de que a luz do Céu incida sobre nós, e nosso caráter seja desenvolvido à semelhança de Cristo.”3 Eis a principal ação para que alguém se torne um autêntico discípulo.

II. O Verdadeiro Significado de Seguir

O Espírito Santo presenteou a igreja com dons. Dons conhecidos como espirituais. Dentre eles está o de liderança. Deus concede líderes à Sua igreja não por opção, mas por necessidade. Contudo, os lideres serão inúteis, caso não tenham seguidores que os apoiem e aceitem sua liderança. O exercício do dom da liderança visa a glorificar a Deus, assim como o milagre que o concedeu tem o mesmo objetivo.

“Os milagres servem para glorificar a Deus. Após todos os juízos divinos sobre o Egito, no contexto do êxodo, o faraó ainda decidiu perseguir os israelitas. Deus, então, disse a Moisés que o povo deveria marchar na direção do Mar Vermelho, pois Deus seria ‘glorificado em faraó e todo o seu exército’ (Êx 14:17, 18). Presente na forma de nuvem, de dia, e de uma coluna de fogo, à noite, Deus protegeu Israel e destruiu os egípcios. Se a morte dos primogênitos egípcios havia sido o clímax de uma série de maravilhas, a destruição do próprio faráo e de seu exército foi o clímax do clímax.”4

Assim como Deus realizou grandes e poderosos milagres usando a liderança de Moises e o seu povo liderado, Deus continua desejando que a liderança e o discipulado realizem milagres para sua igreja. Esses líderes são chamados por Deus para viver e motivar novos discípulos.

akolouOewsignifica seguir; seguir com o entendimento, compreender, deixar ser dirigido por.5 Já no grego secular o sentido primário de seguir tem sido enfatizado no aspecto intelectual, moral e religioso, como seguir um orador ou homem sábio, semelhante a um escravo ou servo que o segue.

Na religião e na filosofia encontramos o termo epestai, o qual não ocorre no NT. Este termo expressa o sentido de que ao seguir nos tornamos como Deus pela ação que Ele faz. 6 MaOeteuw Significa ser discípulo de, ensinar, instruir, receber lição.7 O seu substantivo é traduzido como discípulo e estudante. Há uma relação direta dessa palavra com a palavra didaskalos. Pois MaOetes tem um forte sentido de aprendizado e ensino.

O termo não ocorre no estabelecimento da tradução da LXX. O equivalente usual para MaOetes é encontrado somente em I Crônicas 25:8. No NT o termo MaOetes ocorre somente nos Evangelhos e Atos.

Quando o termo é usado, significa ou denota, com raras exceções, que um homem que se torna um MaOetes é atraído a Jesus e este se torna o seu mestre. 8

É uma entrega da vida por inteiro, por intermédio de um poder formativo. É um compromisso adquirido, provindo de uma vida e decisão interior. Essa foi a qualidade do chamado feito por Cristo, que se tornou a marca fundamental do Seu convite ao discipulado.

III. Discipulado Radical

Ao chamar os discípulos, Jesus os convidava visando o que se tornariam, e não o que eram. Cristo os chamou para que transformassem o mundo. Diante de seus temperamentos, Ele os viu como adequados quando transformados pelo Santo Espírito para conquistar o Império Romano e o mundo com Sua revolucionária e santa mensagem.

“Houve realmente treze homens que mudaram o mundo. Eles acabaram com o mundo antigo e desviaram o curso da história. Foram apóstolos de Jesus Cristo. Homens como nós: o tipo de homens que podem ser encontrados na rua, num elevador, numa reunião social. Tinham pés de barro. Contudo, eram revestidos de fé vibrante na presença de Jesus. Nas páginas que se seguem encontra-se a fascinante narrativa de seus pontos fortes e também de suas fraquezas, os quais podem animar todos aqueles que seguem a Cristo.”9

Esses homens foram chamados para fazer a diferença, mas não se faz a diferença sem viver essa diferença. Viviam sabendo que só vale a pena viver, se o fizermos em função de algo pelo qual estejamos dispostos a morrer. Não eram simples vidas, mas eram vidas com propósito e objetivo claro e inamovível.

Os que eram convidados para ser cristãos eram chamados a ser candidatos à morte. Barclay descreve o que significa ser um cristão da seguinte forma: “Nero envolvia os cristãos em piche e lhes punha fogo, usando-os como tochas vivas para iluminar seus jardins. Ele os costurava com peles de animais selvagens e atiçava seus cães de caça sobre eles para rasgá-los até a morte. Eram torturados no cavalete; eram feridos com alicates; sobre eles era derramado chumbo derretido para fritá-los; os olhos eram rasgados; partes eram cortadas e assadas diante de seus olhos.”10

O próprio Cristo apresentou de maneira contundente o que implica segui-Lo. “Qualquer que não tomar a sua cruz e vier após Mim, não pode ser Meu discípulo” (Lc 14:27). Segui-Lo consiste em renúncia própria; experimentar os mais inexplicáveis sofrimentos. “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo” (Jo 16:33).

Cristo foi um Mestre honesto na descrição das circunstâncias que Seus discípulos encontrariam. O que é de admirar é que, diante de tantos desafios que os discípulos enfrentariam, Cristo advertiu aos discípulos quanto ao ânimo deles. Com isso, Jesus anelava que eles tivessem uma experiência mais alta e singular.

“Os que estão consagrados ao serviço do Mestre necessitam de uma experiência mais alta, profunda e ampla, que muitos nem sequer pensam ter. Muitas pessoas que já são membros da grande família de Deus pouco sabem do que significa contemplar Sua glória, e ser transformados de glória em glória. Muitos possuem uma vaga percepção da excelência de Cristo, e, contudo, seu coração palpita de alegria. Anseiam por um mais completo e profundo sentimento do amor do Salvador.”11

Essa inspirada e animadora proposta nos assegura que o chamado ao discipulado radical nos conduzirá a uma experiência de glória e recompensa, porque aceitamos o senhorio de Jesus.

IV- O senhorio de Jesus leva à recompensa

Seguir Jesus sempre vale a pena. A despeito das circunstâncias ou desafios enfrentados. O final sempre será pleno de regozijo e alegria, mesmo que a vida do discípulo seja perdida. O discípulo Paulo, quando estava na estrada de Damasco, buscou o senhorio de Jesus quando indagou a Jesus Cristo: “Quem és Senhor?” (At 9:5).

Ao se encontrar com seu mestre, Paulo entendeu que sua vida dali por diante deveria ser de serviço e amor incondicional. Esse encontro definiu todo o discipulado de Paulo. Ao aceitar o senhorio de Cristo em sua vida, tudo seria diferente a partir de então. Sua vida estaria ao dispor daquele que o encontrou naquela estrada. “Este momento é fundamental na história do cristianismo, pois, a partir disso, a obscura seita dissidente do judaísmo, chamada Caminho (At 9:2), começou a dar uma guinada em seu rumo. O vinho novo deixou o odre velho e o instrumento para isso foi um fariseu que se encontrou com o Cristo ressuscitado! Um desconhecido líder religioso judaico se tornaria, depois de Jesus, a figura mais impressionante do cristianismo! A cristologia de Paulo não deve ser enfocada a partir de algum teólogo ou de trabalhos respeitados por sua erudição. Ela começa no caminho de Damasco.”12

A aparição de Jesus na vida de Paulo foi um fator de essencial importância para que entendêssemos que não há discípulo sem a aceitação do senhorio de Cristo na vida. Foi isso que fez uma extraordinária mudança na vida de Paulo, quando o tornou de perseguidor para perseguido. “A presença de Paulo em Atos 9 mostra dois momentos marcantes. O primeiro começa com Paulo “respirando ameaças” (bufando de ódio) e perseguindo cristãos, e termina com o próprio Paulo sendo perseguido por pregar a Cristo (At 9:29). Esses fatos ocorreram três anos após a crucifixão.”13

Aqueles que recebem Jesus apenas como Salvador não podem ser considerados discípulos, mas seguidores incompletos ou ingratos. Cristo Se apresenta como Salvador para ser Senhor daqueles que dEle recebem a salvação. Caso contrário, os pretensos seguidores estarão recebendo uma graça barata e sem efeito.

Na pregação da igreja primitiva, o Messianismo e o Senhorio de Jesus são dois elementos arraigados e marcantes que comprovam a ênfase da devida cristologia. Com a mesma naturalidade com que sempre O chamaram de Jesus, passariam a chamá-Lo dali por diante de “Jesus, o Messias” ou “Jesus Cristo” e “o Senhor”, “o Senhor Jesus”, “nosso Senhor Jesus Cristo” (Veja At 2:38; 3:6; 4:10; 1:21; 8:12 e 37; 7:60; 8:16; 9:17 e 34). Igualmente, perante os gentios, Jesus é exaltado como Messias14 e Senhor (Rm 10:9-12; At 10:36-43). A pregação sobre Jesus é a chamada a Palavra do Senhor (At 13:12; 28:31) ou “doutrina do Senhor”. “A pregação é a alegre nova do Senhor Jesus (At 11:20). Por este e outros meios, Cristo é Senhor sobre todos”.15

Não resta dúvida que anunciar Jesus como Senhor, é também reconhecê-Lo como Deus (Rm 9:5). Apesar de ser sempre usado pelos discípulos em relação a Jesus, esse termo ganhou uma conotação diferente após Sua ressurreição. “Os discípulos chamaram Jesus de Senhor mesmo antes de reconhecerem Sua divindade. Mas após a ressurreição, eles usaram essa palavra não como forma de tratamento, mas como nome próprio, em sentido bem diverso, e precisamente divino”.16 Vemos de forma inequívoca a Cristologia entre os primeiros cristãos ao usar este termo. “Com isto, os apóstolos transferiram a Jesus o nome e o conceito de Deus no Antigo Testamento, o que não lhes era estranho”.17

William Childs Robinson comenta que, quando Jesus “é referido como o Senhor exaltado, é de tal modo identificado com Deus que há uma ambiguidade em algumas passagens, não sendo possível saber quando se trata do Pai ou do Filho (At 1:24; 2:47; 8:39; 9:31; 11:21; 13:10-12; 16:14; 20:19; 21:14; cf. 18.26; Rm 14:11)”18 E Millard J. Erickson afirma que “especialmente para os judeus o termo Kirios dá a entender que Cristo é igual ao Pai”.19

Aceitar o senhorio de Cristo significa ter a vitória e a recompensa nEle. Ao salientar as dificuldades e desafios por segui-Lo, de igual modo Cristo ressaltou a recompensa e a vitória. “No mundo tereis aflições, tende bom ânimo, Eu venci o mundo” (Jo 16:33). Ou seja “os que Me receberem como Salvador e Senhor receberão a Minha vitória e recompensa. A vida eterna e todas as bênçãos têm relação com o conhecimento desse Mestre e Senhor (Jo 17:1-3).

Ao terminar seu serviço e discipulado, aquele que aceitou Cristo como Salvador e Senhor a partir da estrada de Damasco afirmou: “Combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé. Já agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a Sua vinda” (2Tm 4:7, 8).

Conclusão

Não há um final mais feliz do que esse. É plenamente garantido pela imutável Palavra do Senhor. Trata-se do estímulo para que sejamos discípulos fiéis, mesmo diante das dificuldades próprias de seguir Jesus. No entanto, para vivenciá-lo, necessitamos receber o discipulado de nosso Mestre. Aceitamos Seu Senhorio e usufruímos Sua salvação. Mesmo diante de circunstâncias e desafios, manter-se ao Seu lado é sempre a melhor escolha. A obediência e a incondicional lealdade definem nossa pronta escolha pelo Mestre que anseia não apenas nos ensinar, mas, além desse propósito, deseja a nossa presença com Ele por toda a eternidade. Aceitemos com alegria esse discipulado!

Vídeo da música "Amigos da Esperança" na nossa página do facebook

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